A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 05/01/2021
A Constituição Federal, de 1988, garante uma série de direitos sociais, dentre eles, o direito de proteção à maternidade e à infância. Entretanto, apesar de tal garantia, o que se percebe é a não aplicação dessa prerrogativa na prática, visto que o Brasil enfrenta desafios quanto à alimentação na rede pública de ensino, o que ocasiona diversas consequências sociais expressivas, como a alta taxa de evasão escolar. Dessa maneira, destaca-se a negligência governamental e a falta de consciência social como causas notórias da problemática.
Primeiramente, evidencia-se a negligência estatal como geradora do imbróglio. Nessa lógica, Aristóteles criticou a atuação política quando disse: “a polítca é a única profissão da qual não se pensa ser preciso preparação”. Efetivamente, no que tange a diversas matérias, mas, principalmente, em relação à alimentação nas escolas públicas brasileiras, o que é percebido é um total despreparo e demonstração de indolência e inércia por parte do Estado, uma vez que não há nenhum projeto que vise à educação de políticos acerca dos principais tópicos do tema, como o grande número de crianças e jovens que dependem da merenda para se alimentarem. Isso gera incontáveis consequências, das quais o Poder Governamental não demonstra ter preparo para solucionar.
Em segundo plano, ressalta-se a ausência de consciência social como perpetuadora do óbice. Assim, Karl Marx teceu critícas em suas obras sobre a atuação governamental quanto à educação cidadã nas slciedades. Em se tratando da condição precária da merenda nas escolas públicas, tais críticas são fundamentadas, pois o governo não promove a conscientização social sobre alguns pontos cruciais do assunto, como a dificuldade de aprendizado relacionada à falta de alimentação adequada. Ferindo, assim a cidadania e as garantias sociais.
Portanto, é imperiosa a resolução dos problemas para a alimentação escolar adequada, no Brasil. Logo, a população, por meio de um projeto social de iniciativa popular, deve criar uma equipe de trabalho a fim de cobrar e e monitorar as ações governamentais focadas na alimentação dos alunos. Tal projeto deve ter alcance nacional e representantes em todos os estados. Além disso, o Ministério da Educação, órgão supremo garantidor da educação e cidadania, através das escolas e universidades, deve promover o debate social sobre o revés, com oficinas e campanhas de informação. Espera, dessa forma, que o contingente populacional deixe de sofrer com as consequências do desleixo dos governantes e esteja inteirado sobre essa temática tão importante e presente hodiernamente.