A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 25/03/2021
Segundo Zygmunt Baumam, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações políticas, econômicas e sociais são características da “Modernidade Líquida” vivida no século XX. Com isso, surge a problemática da alimentação na rede pública de ensino, seja pela negligência governamental, seja pela ineficiência educacional.
Sob esse viés, é indubitável que a questão governamental esteja entre as causas. Nesse contexto, o teórico Karl Marx aborda a injusta ação do Estado que atende apenas à classe dominate. Dessa maneira, alienados pelo capitalismo e pelos valores líquidos da atualidade, alguns governantes negligenciam a necessidade de mudança em relaçao à alimentação na rede pública de ensino, visto que, segundo O globo, todo o ano cerca de 30 milhões são desviados da merenda dos estudantes na capital de São Paulo e nada é feito para mudar essa realidade. Nesse horizonte, esta instituição tem uma função social clara, regulamentada e imprescindível para uma convivência digna e harmônica entre os cidadãos. No entanto, o Estado relaciona-se com os alunos de forma omisso e negligente.
Outrossim, destaca-se a ineficência educacional como um dos fatores desse impasse. Nesse sentido, o educador Paulo Freire em sua obra “Pedagogia do Oprimido”, a educação infanto-juvenil que é , hodiernamente, ofertada nas escolas configura uma educação bancária, uma vez que é visado apenas à memorização de conteúdos de forma mecânica e pouco se preocupam com a alimentação dos indivíduos. Nesse viés, segundo o G1, cerca de 57% dos alunos sofrem com a nutrição precárias de suas residências e vão para o ambiente de ensino com a intenção de se alimentarem. Nesse ínterim, observa-se a falha no campo educacional, visto que esta instituição, enquanto formadora de cidadãos, peca em não criar um ambiente instrucional capaz de habilitar a formação de uma educação alimentar e fornecerem refeições para o corpo social. Isso motivado por diversos fatores como o tradicionlismo, o conteudismo e até mesmo o tecnicismo.
Em suma, são necessárias medidas governamentais para resolver esse impasse. Posto isso, cabe ao governo federal, em parceria com o Ministério da Educação, criar um projeto que garanta uma alimentação adequada em toda rede de ensino público do país, a ser entregue à Câmara dos Deputados, por meio de uma lei que determine a participação do Ministério Público Federal. Com a finalidade de fiscalizar as verbas destinadas as instituições de ensino para a alimentação de forma saudável. Dessa forma, será possível proporcionar uma nutrição que, de fato, integra indivíduos e promova a igualdade de direitos. Assim, será uma sociedade que promoverá a responsabilidade nutricional na rede pública de ensino.