A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 07/01/2021

A alimentação é importante para garantir a qualidade de vida, além de fornecer energia e bem-estar geral, através de uma boa alimentação é possível prevenir e combater doenças, manter o peso corporal saudável e ter um bom desenvolvimento físico. Em virtude disso, com o grande número de fome e desnutrição no país, criaram o Programa Nacional de Alimentação Escolar, que tem o objetivo de garantir aos que frequentam a escola, o atendimento de 15% das suas necessidades nutricionais diárias. No entanto, ainda segundo o relatório Cenário da Infância e Adolescência no Brasil, 2,5% da população passam fome. Sendo assim, percebe-se que o tema possui raízes amargas no país, devido não só à falta de infraestrutura das escolas, mas também à má qualidade dos alimentos que distribuem.

Deve-se destacar, de inicío, que para uma alimentação de qualidade, precisa um local bem estruturado com geladeiras, fogões e principalmente profissionais experientes para fazer uma refeição saudável e higiênica. Entretanto, de acordo o com levantamento feito pelo movimento Todos pela Educação apenas 4,5% das escolas públicas do país têm todos os itens de infraestrutura previstos por lei. Dessa maneira, com a ausência de recursos adequados, muitas escolas acabam entregando alimentos pouco nutritivos e prejudicando a nutrição da criança que na maioria dos casos, só vai a escola para poder se alimentar.

Nesse contexto, vale ressaltar que conforme o relatório Cenário da Infância e Adolescência no Brasil, da Fundação Abrinq, aponta que 47,8% das crianças brasileiras vivem na pobreza, e que muitas dessas pessoas precisam da escola para se alimentar. À vista disso, conclui-se que o ambiente educacional é responsável pelo valor nutricional que o aluno recebe, dessa maneira se faz essencial alimentos saudáveis e de boa qualidade. Contudo, na realidade não é o que acontece, com o desvio de dinheiro como aconteceu em 30 municípios de São Paulo, as crianças acabam recebendo alimentos de procedência inadequada, sem nenhum valor nutricional e até mesmo passam pela limitação de refeições, aumentando  assim o número de desnutridos.

Em síntese, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, o Ministério da Educação, juntamente com o Governo Federal, por meio de investimentos e leis, deve garantir que todas as escolas, apenas serão permitidas o funcionamento se houver estrutura completa e um cardápio adequado feito por um nutricionista de qualidade. Além, do Estado ter a função de fiscalizar a condição da comida em todas as escolas a cada 3 meses. Nesse sentido, o feito de tal ação fará com que a alimentação escolar seja harmoniosa e nutricional para os que só possuem dessa. Somente assim, essa problemática será gradativamente erradicada.