A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 11/01/2021
Através do filme O Poço, apresentado na Netflix, é possível perceber que dentro do poço há andares, os quais ditam quem recebe mais comida. De tal maneira, o governo brasileiro, não se faz tão distinto. Já que, crianças e professores da rede pública de ensino são sujeitos a uma alimentação miserável, igualmente aos últimos andares do poço no filme. Assim, esse fator promove um crescimento sem nutrientes para os estudantes, como também um consumo prejudicial aos educadores.
Nessa acepção, Platão fala que o importante não é só viver, mas viver bem. Dessa forma, o filósofo sugere que todos devemos manter um estilo de vida benéfico ao próprio corpo. Todavia, nesse cenário, a alimentação nas escolas públicas é precária em nutrientes e vitaminas, fatores importantes para o crescimento das crianças e adolescentes. Logo, privar os estudantes de possuírem um consumo de alimentos saudáveis, vai de encontro aos pensamentos de Platão, e comitantemente impede que possuam um desenvolvimento adequado.
Além disso, muitos professores e auxiliares da educação fazem suas refeições na escola. Sendo assim, negar que educadores possuam uma boa alimentação, contribui, não somente para a desvalorização dos educadores, tal-qualmente para hábitos de saúde e nutrição precários. Ademais, faz-se necessário ressaltar que dificuldades cardiovasculares, cânceres e a obesidade são problemas constantes no Brasil. De tal forma, impedir que funcionários da rede pública tenham comidas adequadas, é deixá-los sujeitos a tais problemas que podem ser desenvolvidos por refeições de baixa qualidade.
É necessário, portanto, para que haja uma melhora na alimentação na rede pública de ensino, que o MEC garanta nutricionistas para as escolas, onde possam fiscalizar a distribuição correta de vitaminas essenciais ao crescimento, com objetivo de influenciar crianças e adolescentes a se alimentarem de forma correta. Ademais, faz-se igualmente importante que projetos, como o PNAE (Projeto Nacional de Alimentação nas Escolas), sejam considerados com seriedade pelo governo brasileiro, com uma melhor distribuição de renda, a fim de melhorar, não só a alimentação de alunos e professores, como também à saúde. E dessa maneira, garantir o estilo de vida proposto por Platão.