A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 14/01/2021
Na novela “Carrossel”, mostrava, em diversas cenas, o drama vivido por uma aluna com relação à alimentação, na qual já chegou a desmaiar na escola. Nesse sentido, deixando a ficção, no Brasil, a sociedade vive várias dificuldades no quesito alimentação nas escolas públicas, tendo como principais prejudicados os alunos. Com isso, vale ressaltar algumas destas complicações, como não só a falta de investimentos, mas também a negligência na qualidade dos alimentos por parte do Estado.
Nesse contexto, é cabível dissertar sobre a baixa quantidade de verbas distribuídas pelo governo para as redes de ensino gratuito, agravando a situação das alimentações nestes locais. Segundo o site de notícias G1, em uma de suas matérias publicadas, relatava que a merenda nas unidades de ensino público já foi alvo de suspensão do fornecimento. Desse modo, inflige a lei que garante a distribuição dos alimentos nestas escolas, além de mal utilizar os impostos pagos pela população, um ato inadmissível, pois famílias podem depender desta comida.
Somado a isso, tem-se também a negligência na qualidade das comidas fornecidas nos colégios públicos por parte do Estado como outro aliado da problemática da nutrição. A exemplo disso, o mesmo site mencionado anteriormente divulgou estudos nos quais revelaram que 60% dos estudantes destes institutos comunitários mostraram-se insatisfeitos com a merenda proporcionada pelo governo. Dessa forma, a probabilidade do indivíduo não se alimentar aumenta, podendo levá-lo à subnutrição, além de prejudicá-lo no aprendizado, uma prática que não deveria acontecer, evidenciando uma má administração.
Logo, é necessário que se tomem medidas para minimização dos obstáculos vividos pela sociedade na parte da refeição feita por aprendizes em colégios governamentais. Portanto, cabe ao Poder Executivo liberar mais verbas para as redes de ensino, por meio do Ministério da Educação (MEC), mais precisamente a parte responsável por cuidar das finanças, criando uma melhor logística de investimentos, a fim de não só aumentar a qualidade e quantidade de produtos consumidos, mas também contratar profissionais formados em psicologia e nutrição para cuidar individualmente de cada unidade escolar, ouvindo as crianças e jovens sobre o que querem comer, montando variados cardápios. Feito isso, cenas como as da novela “Carrossel” seria raridade.