A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 15/01/2021

Na filosofia Aristotélica, o Estado é responsável por satisfazer as necessidades da população a fim de zelar pelo bem comum. Analogamente, no Brasil essa premissa não é confirmada no âmbito da alimentação na rede pública de ensino. Sob tal perspectiva, o desvio de verbas e a falta de nutricionistas nas escolas são fatores que devem ser combatidos para alterar esse cenário.

Em primeiro caso, convém ressaltar que, as verbas destinadas à alimentação muitas vezes são desviadas. Nesse sentido, embora haja operações da Polícia Federal noticiadas em jornais como G1, o número de fiscalização ainda é baixo. Por consequência, a investigação sobre o desvio de verbas alimenticías  e a punição dessa prática são prejudicadas. Logo, a alimentação dos alunos é prejudicada pela omissão dos órgãos judiciários.

Outrossim, é válido dizer que, a alimentação fornecida nas escolas não atende as necessidades dos alunos. Isso é comprovado por um relatório do TSE (Tribunal de Contas do Estado) de Santa Catarina, que atesta a insuficiência nutricional dos alimentos distribuídos na rede pública. Desse modo, é notório a escassez de nutricionistas nesse contexto. Como resultado, não ocorre o fornecimento de uma dieta equilibrada e do incentivo à uma alimentação saudável, o que no futuro pode influenciar na qualidade de vida da população.

Por conseguinte, pode-se constatar a necessidade de combater empecilhos na promoção da alimentação nas escolas. Dessa meneira, políticas de fiscalização devem ser intensificadas pelo Poder Judiciário, órgão responsável por essas ações. Ademais, o Governo, em conjunto à universidades, precisa promover por meio de estágios a inserção de nutricionistas nas escolas, com o intuito de melhorar a qualidade nutricional da merenda, e através de oficinas educativas, veículos que propiciam a interação e troca de conhecimento, reforçar a importância da alimentação saúdavel. À vista disso, a realidade da alimentação escolar pública será transformada.