A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 10/03/2021
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Entretanto, no Brasil, a alimentação, principalmente em relação as escolas de rede pública, se vê elitizada apenas nos grandes centros. Desse modo, dois aspectos fundamentais se destacam: a falta de alimento nas instituições de ensino em regiões afastadas dos grandes centros e a dificuldade das classes com menor poder aquisitivo.
Primeiramente, é indubitável que existe uma desigualdade gigantesca em relação à distribuição de alimentos nas escolas públicas no território brasileiro, em vista que a maioria está localizada nos grandes centros urbanos. Segundo dados do portal G1, cerca de 70% das instituições de ensino ainda encontra dificuldades de adquirir alimentos para distribuir aos alunos das redes municipal e comunitária. Dessa forma, evidencia-se a carência da merenda escolar que prejudica as famílias de baixa renda e a falta de incentivo à alimentação saudável para os estudantes do ensino básico.
Outrossim, é notória a necessidade dos alunos de baixo rendimento no convívio escolar, uma vez que, por ser ainda escassa nas periferias, tem a sua venda de lanches elevadas. Nesse cenário, convém elencar o filme “O Poço”, em que demonstra as complexidades enfrentadas para conquista os direitos básicos em cada andar da prisão, ou seja, em cada classe social. Sendo assim, fazem-se necessárias políticas que busquem a alimentação na rede pública de ensino, de forma que péssima realidade apresentada pelo filme de ficção científica seja amenizada no Brasil.
Em vista dos fatos supracitados, torna-se evidente a carência de alimentos nas instituições de ensino, seja no aspecto econômico, seja no social. Nesse prisma, cabe ao Ministério da Educação(MEC), em parceria público-privada, incentivar a distribuição da merenda escolar por meio de um acordo de isenção fiscal progressiva relativa à distância de cidade em relação aos grandes centros urbanos, a fim de que a alimentação saudável se expanda para todo o território brasileiro e possa chegar as áreas mais remotas do país. Além disso, o Governo Federal deve ampliar a Lei para auxiliar os estudantes em todas as etapas da educação básica, oferecendo qualidade no transporte, na saúde, na suplementação alimentícia e com materiais didáticos, com o intuito de promover o acesso de todas as classes sociais e de todas escolas. Somente assim, agiremos de acordo com o São Tomás de Aquino e nos afastamos da realidade do filme fictício.