A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 05/07/2021

Com a Revolução Industrial as desigualdades sociais foram acentuadas, e por esta razão foram criados planos de ações, no Brasil, para combater a subalimentação da população mais carente, exemplo disso é o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Entretanto, mesmo que a luta contra a insegurança alimentar tenha avançado com esta inciativa, a oferta da merenda escolar ainda enfrenta grandes desafios relacionados com a existência de desvio de verbas e com a escassez de atuações que estimulem o consumo de uma alimentação saudável.

A princípio, é importante destacar os casos de corrupção no programa de merenda escolar como dificultadores de ações voltadas para o combate à fome. Como confirma o jornal Agência Brasil: estima-se que mais de 1,6 bilhão foi desviado do PNAE. Consequentemente, sem recursos financeiros, essa problemática inviabiliza a oferta de comida nesses espaços. Com isso, a população desfavorecida socioeconomicamente é diretamente afetada, uma vez que muitas crianças dependem da alimentação da escola para suprir suas necessidades nutricionais. Desso modo, é indiscutível a emergência de mudanças nesse cenário.

Outrossim, cabe evidenciar que, a promoção de uma alimentação adequada precisa envolver, além da oferta de alimentos saudáveis, a conscientização sobre a importância dessas refeições para a saúde dos indivíduos, para, dessa maneira, possibilitar modificações de hábitos nutricionais. No entanto, a educação nutricional não é uma realidade recorrente nas instituições de ensino no país, já que, muitas vezes, os alunos continuam ingerindo comidas que podem comprometer o funcionamento normal do organismo. Conforme demonstram os dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar: 30% dos estudantes consomem produtos ultraprocessados. Assim, fica evidente a ineficiência de políticas públicas nesse contexto.

Logo, cabe ao Ministério Público Federal garantir a fiscalização severa do destino das verbas disponobilizadas ao programa de alimentação escolar, no intuito de assegurar a oferta desses alimentos. Ademais, as instituições de ensino precisam promover a educação alimentar por meio de palestras e divulgação de cartazes nesses locais. As palestras devem ser ministradas por nutricionistas e educadores, e, assim como os cartazes, necessitam informar e instruir sobre escolhas alimentares saudáveis. Para que, dessa forma, o projeto de merenda nas escolas atue de maneira eficiente.