A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 03/08/2021
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. No entanto, a baixa qualidade da alimentação oferecida pela maioria das escolas públicas tornam o direito à boa alimentação um grave broblema, em virtude da priorização dos interesses financeiros e da má distribuição de renda.
Dessa forma, em primeira análise, o interesse capitalista é um desafio presente no problema. Segundo à obra de Zygmunt Bauma, “Modernidade Líquida”, o individualismo é a principal característica da moderninade, por consequência, parte da população se torna incapaz de pensar no próximo. Analogamente à obra de Bauman, os governantes priorizam seus interesses, deixando as necessidades públicas em segundo plano. Logo, é evidente que enquanto a preferência pelo financeiro persistir, o impasse estará explicíto.
Outrossim, a má distribuição de verbas é um entrave no que tange ao problema. Do mesmo modo que a representação da família sertaneja que enfrenta a fome e a miséria na obra “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, a desigualdade social afeta a qualidade da alimentação, principalmente no sertão nordestino, em que segundo o IBGE, menos da metade da população possui segurança alimentar.
Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para solucionar esse desafio. Sendo assim, o Ministério da Educação, responsável pelos recursos destinados à alimentação escolar, deve fiscalizar periodicamente a qualidade alimentar oferecida nas instituições, e assim designar verbas com o objetivo de melhorar as comidas oferecidas. Feito isso, mesmo que não haja resolução imediata para à desigualdade de verbas, o problema da alimentação nas escolas será minorado.