A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 22/08/2021

Sob o viés biológico, catalismo é a quebra de partículas que promovem a liberação de energia para ser usada em outras funções. Nesse sentido, nota-se a importância da alimentação na rede pública de ensino, uma vez que são os alimentos ingeridos na escola que se transformarão em energia para ser usada nas funções diárias dos jovens cidadãos brasileiros. Todavia, no Brasil, não há a completa democratização do acesso a alimentação no ensino público. À luz desse enfoque, é fulcral ressaltar que essa perversa realidade tem raízes na inoperância estatal e na letargia social.

Diante desse cenário deletério, cabe salientar a indiligência governamental no espectro brasileiro. Nesse viés, para o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, algumas instituições, na pós-modernidade, configuram-se como zumbis, pois largaram suas respectivas incumbências sociais. Dentro dessa lógica, é possível observar que o governo federal se tornou uma corporação zumbi, dado que não apresenta êxito perante as ações que promovam uma boa alimentação entre os mais jovens. Isso é perceptível, lamentavelmente, pela carência de verbas destinadas à alimentação nas escolas, o que gera uma evasão escolar de crianças tendo que trabalhar para conseguirem se alimentar. À vista disso, infere-se que a ineficácia do Estado inviabiliza ações concretas que resolvam esse revés e cerceia os jovens que não possuem acesso a refeições nas escolas a uma realidade de segregação educacional.

Além dessa mácula governamental, também são preocupantes as origens e consequências da ignorância social. De certo, mediante o filósofo espanhol Adolfo Vázquez, o aumento da frequência de um determinado evento fomenta, erroneamente, sua naturalização. Com efeito, é indubitável que, infelizmente, há uma simetria entre essa teoria indiferente e a realidade, haja vista que os brasileiros normalizaram um governo negligente, o que gerou frutos como a escassez de reinvindicações escolares em vários âmbitos, como o fornecimento de alimentação nas escolas públicas. Isso posto, depreende-se a grande importância da atitude do corpo social, porquanto, enquanto a sociedade for inerte, a indiligência estatal será banalizada e a carência de nutrição fornecida pelas escolas se perpetuará.

Dessarte, fica claro que a inoperância estatal aliada à ignorância social são a gênese desse óbice. Assim, as ONG’S que defendem a educação devem fazer campanhas de conscientização sobre a importância de se reinvindicar o acesso a alimentação na rede pública de ensino, por meio vídeos em mídias de ampla abrangência, como blogs em redes sociais, a exemplo do Instagram e do Facebook, a fim de fazer com que o corpo social deixe sua inércia e, com efeito, cobrar que o governo invista mais verbas na infraestrutura necessária para educação. Espera-se, com isso, que os jovens possam ter um ambiente adequado para sua formação socioeducacional.