A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 14/09/2021
O McDonald’s, o maior restaurante de comidas ultraprocessadas do mundo, foi criado em 1955 com o objetivo de tornar mais prática a alimentação popular, todavia sem pensar na qualidade nutricional. Sendo assim, é de extrema importância a discussão sobre a alimentação na rede pública de ensino. Nesse contexto, é siginificante o número de crianças e de adolescentes que consomem comida de má qualidade nas escolas, visto a falta de investimento nessa área, e acarretando problemas de saúde e falta de disposição e de rendimento nos alunos.
Nessa linha de raciocínio, convém comentar sobre a falta de investimento na qualidade da alimentação da rede pública de ensino. Desse modo, é comprovado pelo FNDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - que mais de 30% dos alunos ainda ingerem alimentos ultraprocessados, isto é, majoritariamente, artificiais, todos os dias. Ainda, não basta investir apenas na boa qualidade educacional, pois, as variáveis externas que compõem esse nível de educação também devem ser investidas, em se tratando, principalmente, da saúde dos estudantes. Logo, fica clara a necessidade do empenho governamental na qualidade da nutrição da rede pública de ensino.
Em virtude da falta de investimento abordada, notam-se diversas consequências, principalmente fisiológicas (problemas de saúde e falta de disposição e rendimento), na maioria dos alunos da rede pública de ensino. Desse modo, é importante ressaltar que, de acordo com uma pesquisa realizada pelo PNAE - Programa Nacional de Alimentação Escolar - sobre a influência da nutrição no rendimento dos alunos de escolas públicas, em torno de 37% dos estudantes não aprovados relatam sobre a falta da qualidade nutricional na alimentação oferecida pela escola. Além disso, é evidente que a rotina alimentar deve ser equilibrada a fim de atingir o bem-estar emocional, fator importante na vida de um aluno. Assim, fica explícita a influência da alimentação na rotina escolar e o dever de essa ser de qualidade, pois as consequências negativas podem ter causas inimagináveis.
Sob esse viés, é evidente a necessidade de medidas que aprimorem a alimentação da rede pública de ensino. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com nutricionistas, fiscalizar o cardápio alimentar da rede pública e, por meio de palestras profissionais, as quais devem ser direcionadas às escolas que ainda fornecem ultraprocessados para os alunos, comprovar a necessidade de maiores investimentos na qualidade nutricional escolar. Essa ação deve ocorrer com o objetivo de melhorar o rendimento escolar dos alunos através da alimentação equilibrada e não fornecer uma espécie de McDonald’s todos os dias.