A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 15/09/2021
O dia 21 de outubro é o Dia Nacional da Alimentação nas escolas, isso mostra a importância de uma alimentação adequada nos locais de ensino, porém esse direito não está em sua totalidade. Ao refletir a respeito da problemática, no século XXI, ocorre em virtude da falta de organização de distribuição da merenda, o que corrobora cada vez mais para o aumento das desigualdades sociais. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber, que no Brasil nem sempre a verba separada para alimentação nas escolas públicas e federais chega ao seu destino. Diante disso, segundo a Controladoria-Geral da União, cerca de 80% da verba foi desviada no Amapá. Analogamente, os desvios e a má distribuição dos recursos alimentícios afeta principalmente os alunos, uma vez que não há comida suficiente para todos e de má qualidade.
Desse modo, evidencia as desigualdades do país, já que uma parcela da sociedade depende da refeição proporcionada pelas escolas e universidades. À vista disso, o sociólogo Darcy Ribeiro diz que há uma perversidade intrinsica na sua herança, já que foi o último a acabar com a escravidão, o que torna a classe dominante enferma do descaso. Seguindo essa linha de pensamento, o histórico de desigualdade permanece até os dias atuais, corroborando até as camadas mais básicas da vida humana, a alimentação. Logo, é necessário que o governo supra a carência nutricional dos estudantes. Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação em conjunto com o poder legislativo, por meio de agentes, para a maior rigidez nas fiscalizações da distribuição das verbas da merenda escolar, de forma que os desvios sejam ínfimos, com a finalidade de garantir uma boa alimentação a estudantes. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate às desigualdades sociais, de forma que o tecido social desprenda-se de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.