A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 18/09/2021
“Nunca perca a fé na humanidade, pois ele é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto de saúde pública, a falta de uma alimentação escolar adequada funciona como gotas de sujeira poluidoras. Nesse prisma, fatores como a carência de prioridade governamental e de informações impedem a limpeza do grande oceano chamado sociedade.
Em primeira análise, uma restrição de atenção pelo órgão máximo da justiça sobre a precária alimentação de escolas brasileiras mostra-se como um dos desafios para a resolução da problemática. Conforme, Thomas Hobbes, na teoria do “contrato social”, “o governo deve garantir o bem-estar social”, ou seja, deve promover uma nutrição adequada para todos os alunos das escolas. Por esse ângulo, essa situação não ocorre na prática, visto que o governo carece de prioridade em investir infraestrutura e dinheiro para proporcionar alimento a todos os jovens estudantes, resultando em desigualdades sociais e fragilidades de construção do indivíduo social — surge com o ensino — pela falta de incentivo de vir à escola, principalmente, de seres que não têm alimento em casa e que não conseguem encontrar amparo no colégio com a persistência do problema.
Em segunda análise, uma restrição do acesso ao conhecimento pela população de uma forma de denunciar ambientes escolares que não proporcionam alimentação aos alunos mostra-se como outro fator dificultador do bem-estar. Segundo, Arthur Schopenhauer, os limites do campo de visão das pessoas determinam sua compreensão acerca do mundo. Nessa fala, o filósofo justifica a causa da problemática: se os indivíduos não possuem informações corretas — dados, estatísticas, infográficos — sobre maneiras e instruções de como denunciar escolas que não promovem nutrição aos estudantes; o campo de visão será limitado, e a sociedade sofrerá com pessoas e crianças, muitas vezes, desnutridas e impossibilitadas de obterem um ensino de qualidade. Com isso, se os seres não forem informatizados, a coletividade estará em um “repouso irracional”, ou seja, não realiza mudanças que promovem o bem-estar, dificultando a limpeza do grande oceano.
Portanto, medidas são necessárias para melhorar a alimentação escolar. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação realizar campanhas de ações afirmativas, com o “slogan”: “O alimento escolar”. Esse projeto pode ser feito mediante investimentos monetários em infraestrutura alimentar de escolas com compra de alimentos e contratação de nutricionistas, de modo que a prioridade com a situação seja máxima por parte do governo, proporcionando uma alimentação correta de todos os estudantes brasileiros, resultando na melhora da qualidade de vida de alunos. Assim, o oceano social será limpo.