A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 01/10/2021

Biologia: uma alimentação rica em compostos bioquímicos - carboidratos, vitaminas, proteínas e outros - é fundamental para o desenvolvimento fisiológico e intelectual das crianças. Nesse sentido, escolas são entidades que ajudam as crianças a aderirem o consumo correto dos alimentos e hábitos  adequados para a promoção da qualidade de vida. Sendo assim,essas instituições têm dificuldades de incluirem boas práticas aos alunos,visto que carecem de apoio do Estado e das famílias.

A priori, refeições ricas em nutrientes saudáveis são a base para o bom desenvolvimento fisiológico e do sistema de defesa do organismo,porque as fontes nutricionais adequadas possibilitam proteção e qualidade de vida aos indivíduos. Nessa conjuntura, bons hábitos alimentares são construídos por meio de uma reeducação alimentar constituída- de preferência- ainda na infância, pois à má alimentação pode introduzir quadros severos na saúde dos jovens no longo prazo, como distúrbios intestinais, obesidade, compulsões alimentares, intolerâncias e alergias. Segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS), cerca de 40% das crianças brasileiras,com faixa etária de 7 e 18 anos, desenvolveram problemas de saúde devido à má alimentação, fruto da falta de incentivo das escolas e famílias.

Outrossim  , as escolas e  famílias são as entidades mais apropriadas para aderirem hábitos saudáveis na rotina das crianças e adolescentes, uma vez que detem o monopólio da educação, motivação e orientação desses jovens. Nesse contexto, um dos obstáculos enfrentados pelas instituições de ensino é à falta de comprometimento dos familiares em incentivarem e orientarem as crianças a terem rotinas e hábitos mais saudáveis, pois os pais por deficiência de educação alimentar ou para manter os filhos quietas enchem eles de doces e processados dificultando a missão das escolas de adotarem políticas de merendas saudáveis e nutritivas. Além disso, as instituições enfrentam problemas para investirem nesse projeto, sendo que o Estado não oferta verbas suficiente para contratação de nutricionistas e de sacolões e empresas de alimentos de confianças. De acordo com o Programa Nacional de Alimentação Escolar(PNAE), 57% das escolas pública não aderem alimentos necessários para a nutrição dos alunos porque recebem poucas verbas do Estado.

Portanto, faz-se imprescindível que o Estado - promotor de investimentos estruturais e educacionais das redes públicas de ensino - crie um projeto que possibilite alimentos mais saudáveis nas instituições, mediante ao aumento da verba para merendas e contratações de nutricionistas para que criem e monitorarem os cardápios oferecidos nas escolas. Paralelamente, as escolas devem incentivar a educação alimentar,por intermédio de palestras e inclusão na grade curricular disciplinas educativas . Assim, será possível educar e orientar os alunos consumirem alimentos saudáveis e nutritivos.