A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 14/10/2021

Segundo o filósofo grego Platão, “O importante não é viver, mas viver bem”. Entretanto, a realidade vivida por milhões de alunos das redes públicas de educação é oposta desta afirmação feita pelo autor, devido a situação precária do sistema de alimentação dentro das escolas. Sendo assim, uma análise dos fatores que contribuem para perpetuação desse quadro é indispensável.

Primeiramente, temos que ter em vista, que um dos principais fatores é a atuação ineficaz, dos setores governamentais, responsáveis pela execução e vistoria de ações, que estão ligadas a distribuição alimentícia para as escolas públicas dentro do território nacional. De acordo com o filósofo inglês Thomas Hobbes, “O estado é responsável pelo bem-estar da população”. A partir disso, alterações com urgência tanto na gestão quanto no desempenho destes órgãos são vitais.

Somado a isso, no Brasil há um intenso e contínuo desvio de verbas que estão destinadas para alimentação dentro das escolas públicas, fazendo com que milhões de crianças e jovens não tenham acesso à refeições de qualidade e até mesmo acesso a algum. De acordo com o portal Agência Brasil, um cartel desviou do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) mais de 1,6 bilhão de reais, dinheiro destinado a mais de trinta municípios, na qual os alunos estavam recebendo merenda de qualidade inferior.

Portanto, fica nítido que ações precisam ser tomadas diante desta situação inaceitável. Visando a execução de fato com ações eficazes, o capital continue sendo direcionado ao PNAE, com o aumento das vistorias por parte do governo federal, com o intuito de garantir a distribuição verdadeira do dinheiro destinada à alimentação escolar, atingindo todas crianças e jovens com refeições de qualidade. Dessa maneira, alcançando a afirmação feita por Platão.