A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 12/10/2021

No seriado “Chaves”, o protagonista relata diversas vezes que a sua falta de concentração durante as aulas se dá devido à sua fome. De maneira análoga à ficção, no Brasil, muitos estudantes convivem com a fome diariamente e é a partir da comida disponibilizada pelas escolas que eles se mantêm nutridos. No entanto, a alimentação na rede pública de ensino apresenta desafios, entre eles, a má distribuição dos alimentos. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causas a ineficácia estatal e a lacuna nutricional.

Primeiramente, uma ineficiência governamental mostra-se um complexo dificultador. Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto à oferta de alimentos nas instituições públicas de ensino, visto que muitas ainda entregues com uma carência de merenda para os alunos, pois o fornecimento de alimentos é mal organizado, o que colabora para o crescimento da fome dentro do país, posto que escolar de estudantes têm a comida oferecida por essas escolas como única alimentação do dia. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da inércia em que se encontra.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de qualidade dos alimentos. Segundo George Bernard Shaw, para que haja o progresso é necessário haver mudança. Entretanto, tais mudanças não são percebidas no oferecimento de lanches nas escolas públicas, uma vez que essas muitas vezes ofertam alimentos com pequeno valor nutricional em razão do baixo custo, o que empobrece a saúde das crianças e dos jovens estudantes, dado que essas refeições não garantem o desenvolvimento completo do indivíduo, o que acarretará adultos com enfermidades. Nessa perspectiva, sem como mudanças necessárias, torna-se improvável atuar sobre essa problemática.

Portanto, urge que o problema seja dissolvido. Para isso, o Governo Federal deve organizar um grande investimento, por meio da destinação de verbas para a alimentação na rede pública de ensino, a fim de reverter a má distribuição das merendas existente. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve contratar uma equipe de nutricionistas que será responsável por desenvolver cardápios saudáveis ​​para as escolas públicas, com o objetivo de promover a educação alimentar e a saúde da população brasileira. Dessa forma, será possível construir uma realidade diferente da retratada em “Chaves”.