A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 14/10/2021

Sabe-se que infelizmente a crise financeira no Brasil afeta grande parte dos brasileiros, e que, com a pandemia, essa crise só se agravou. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), cerca de 30 milhões de brasileiros tentam sobreviver e trazer comida para sua casa com 250 reais mensais. Sob essa ótica, os problemas e as terríveis condições que as famílias enfrentam para trazer alimento para seus filhos ficam aparentes e acabam sobrecarregando a rede pública de ensino, visto que muitos alunos vão para a escola somente visando ter uma refeição.

Convém ressaltar também que, com o início da pandemia, muitas famílias perderam o emprego, o que resultou em quase três vezes mais brasileiros no índice da pobreza, segundo a FGV. Como resultado, muitas crianças e jovens foram afetados, tendo condições para fazer apenas uma refeição por dia, e por vezes, nenhuma. Sem dúvidas, essas precárias condições afetam a saúde de muitos jovens brasileiros e, segundo a Constituição Federal de 1988, saúde é direito de todos e é dever do Estado fornecer auxílio em situações de emergência ou necessidade.

Ademais, devemos considerar também a corrupção desumana e insensível que há nessa área. Prefeitos e governadores que recebem verba federal para realizar a distribuição de lanche escolar, e acabam, desumanamente, por desviar dinheiro ou assinar contratos superfaturados em benefício próprio.

Conclui-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para auxiliar os jovens com refeições decentes nas escolas. Nesse contexto, cabe ao governo federal criar novas  maneiras para fiscalizar se as verbas estão sendo devidamente usadas para merendas escolares, e criar um projeto para ajudar com cestas básicas toda família que tenha menos de 600 reais de renda familiar, com a finalidade de propiciar aos jovens uma alimentação digna e que não prejudique sua saúde.