A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 21/10/2021
Durante o Estado Novo, o governo Vargas instituiu nas escolas a obrigatoriedade da merenda escolar, a fim de que se estimulasse um melhor desenvolvimento dos estudantes. Neste sentido, a valorização de uma dieta adequada dentro das instituições de ensino, reforça a sua colaboração para a saúde física e cognitiva do homem. Entretanto, essa valorização é reduzida quando relatado sobre os desvios de verbas e a sua qualidade nutricional. Logo, analisar tais questões é necessário.
Em primeiro plano, vale ressaltar o desvio do dinheiro destinado à merenda escolar na rede pública. Sabe-se que o Ministério da Educação é o órgão do Governo que mais recebe investimentos e, isso, contribui para que criminosos atuem em diversas esferas - do próprio ministério até pessoas físicas -, com a expectativa de não serem punidos. Desse modo, a alimentação escolar é atingida, visto que não há recursos suficientes para a compra de itens de qualidade nutricional, além de acabar como não prioritária em relação às contas de água e luz, por exemplo. Tal situação, fica evidente quando mencionada a reportagem, do site Agência Brasil, sobre o desvio de verbas da merenda escolar por um cartel, em São Paulo, há mais de 20 anos.
Em segundo lugar, a negligência com a elaboração de um cardápio adequado deve ser analisada. Quando há a ingestão de uma alimentação equilibrada e consistente, é notório o benefício no aprendizado e na saúde do aluno. Porém, a formulação do cardápio da merenda escolar não tem prioriado elementos que impulsionem esse valor nutritivo e, não raramente, se percebe uma alimentação voltada para sucos e biscoitos. Segundo dados da Unicef, o baixo valor calórico e alta concentração de açúcares de gorduras, têm contribuído para o crescimento de doenças nutricionais nos estudantes e, consequentemente, reduzido a capacidade de aprendizado deles.
Portanto, o enfoque dado à merenda escolar no governo Vargas precisa ser contínuo e prioritário. Sendo assim, o Ministério da Educação, em parceria com as secretarias de saúde, deve elaborar cardápios adequados para as escolas. Tal ação será realizada por intermédio de consultorias com nutricionistas e parceria com agricultores locais, além de campanhas sobre a importância dessa prática no desenvolvimento dos alunos, a fim de gerar o ciclo de boas ações e o senso crítico popular.