A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 12/11/2021
A partir de meados do século XX, com a ascensão da Revolução Verde, observou-se o crescimento da produção de alimentos no mundo. Entretanto, esse fato não garantiu o acesso à alimentação de qualidade para a população. Nesse sentido, nota-se que a alimentação ofertada na rede pública de ensino cumpre um papel fundamental no que tange a atenuação do problema da fome, haja vista que contribui para a redução da insegurança alimentar de crianças e jovens carentes, bem como auxilia na construção de hábitos alimentares mais saudáveis.
Sob essa perspectiva. evidencia-se que devido a situação de vulnerabilidade social e econômica de classes sociais desfavorecidas, uma parcela significativa da sociedade encontra-se submetida à insegurança alimentar. Desse modo, observa-se que esse quadro configura-se uma adversidade, na medida em que favorece a acentuação de doenças, como a desnutrição infantil. Sendo assim, conforme previsto no Artigo 196 da Constituição Federal Brasileira, de 1988, é de acentuada importância políticas públicas de alimentação, já que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, sendo necessária a sua promoção mediante ações que minimizem o risco de doenças, dentre elas as associadas à nutrição insuficiente ou de baixo valor nutricional.
Outro aspecto relevante no que se refere à problemática, é a elevação de práticas alimentares não saudáveis, como a elevação do consumo de produtos industrializados de baixo valor nutritivo. Isso porque, em virtude do estilo de vida na sociedade moderna, os tendem a procurar opções de alimentos de maior praticidade. Assim, tais hábitos quando praticados por pais ou responsáveis contribuem para a construção inadequada dos modos de se alimentar das crianças. Posto isso, essa conjuntura se faz predudicial, visto que acentua uma probabilidade do desenvolvimento de enfermidades como diabates e obesidade. Dessarte, saliente-se que esse cenário ratifica o exposto pelo filósofo Karl Marx, o qual afirma que o meio social de vivências influencia na construção das noções dos sujeitos, sendo nesse caso relevante a alimentação escolar.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, promover a manutenção de projetos de alimentação escolar, como por exemplo o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), bem como a conscientização a respeito da relevância da oferta de comida na rede pública de ensino, por meio da disponibilização de recursos financeiros, de modo a redução os índices de insegurança alimentar, a fim de garantir o direito à saúde previsto na Carta Magna Brasileira. Feito isso, os benefícios da Revolução Verde se fariam presentes entre a população de maneira efetiva.