A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 19/11/2021

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a alimentação na rede pública de ensino, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela negligência do estado, seja pela indiferença populacional.

Sob esse viés, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga é possível perceber que, no Brasil, a mentalidade capitalista rompe essa harmonia, haja vista que inúmeras crianças de renda precária, ficam sem a merenda na escola por falha do governo.

Outrossim, destaca-se a normatização dessa realidade pela sociedade. Sabe-se que a alimentação na rede pública não é prioridade para o Estado, visto que inúmeras instituições ficam sem refeição para oferecer aos alunos, ou com uma quantidade limitada. Nessa perspectiva, é necessário a população analisar onde o estado está aplicando sua economia para deixar de garantir a alimentação no ambiente escolar.

Diante dos fatos mencionados, fazem necessárias mudanças para solucionar a problemática. Destarte, o governo deve investir na nutrição dos indivíduos da rede pública, incluindo cardápios saudáveis e disponibilidade de alimentos, a fim de que não haja mais reclamações e riscos de desnutrição de jovens. Ademais, o Ministério da Educação (MEC), deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por nutricionistas, que discutam a importância de consumir alimentos saudáveis, só assim uma boa alimentação na rede pública de ensino será uma realidade no Brasil.