A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 16/11/2021
A alimentação é essencial no cotidiano do ser humano, sendo saudável ou não ela é de suma importância para sobrevivência da espécie, embora a alimentação saudável seja a ideal no caso. Não se vê, entretanto, analisando a alimentação na rede pública de ensino brasileira, uma preocupação com a qualidade e a disponibilidade para todos, visto que, entraves para solução dessa problemática como a falta de alimentação saudável e básica por parte das crianças, persistem impedindo assim a sua evolução.
Em primeiro plano é preciso atentar para a má alimentação das crianças que se faz presente na questão. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) uma em cada grupo de três crianças, com idade entre 5 e 9 anos está acima do peso. Desse modo, é notório que medidas devem ser tomadas, visto que a obesidade infantil causa problemas como doenças cardiovasculares, diabetes e até hipertensão arterial.
Além disso, outro que se faz presente é a falta de alimentação básica por parte das crianças, um grande impasse para resolução dessa problemática. Segundo a pesquisa da Fundação Abrinq, a partir de dados do Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), uma em cada 5 crianças brasileiras sobrevive sob a marca da fome. Dessa forma, observa-se que o número de crianças no quadro da fome é um dado alarmante, e em muitos desses casos a única fonte de alimentação pode estar presente nas escolas públicas, evidenciando assim a importância dessas no desenvolvimento nutricional das crianças.
Infere-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos problemas que afligem a alimentação na rede pública de ensino. Para que isso ocorra o Ministério da Educação deve por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e em conjunto com a mídia, realizar uma campanha de âmbito nacional visando alertar os pais sobre os riscos da obesidade infantil, além de disponibilizar nutricionistas para todas as escolas do país, afim de que com isso o número de casos de obesidade entre crianças possa ser amenizado. Além disso, o Ministério da Educação por meio do PNAE, deveria projetar um programa de distribuição de cestas básicas para alunos de baixa renda nas escolas públicas, haja vista que muitos desses só tem a primeira refeição nas escolas, a fim de que com isso o problema com a fome possa ser resolvido. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora na alimentação das crianças e não só isso, mas garantir também que todas tenham acesso a ela.