A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 16/11/2021
Na produção “Tá chovendo hambúrguer”, o jovem cientista Flint cria uma máquina capaz de transformar água das núvens em fast-food (comida rápida), assim, o alimento era secretado como uma chuva comum, porém, com o consumo exacerbado e a má qualidade dos alimentos, a saúde dos habitantes da cidade de Boca Grande entrou em risco. Apesar de ficcional, tal vicissitude mostra-se próxima da realidade contemporânea no tocante aos impactos causados pela má gestão de alimentos nas redes públicas de ensino do país. Essa conjuntura lamentável ocorre não só em razão da falta de apoio educacional como também do desamparo governamental.
Em primeira análise, deve-se explorar a falta de suporte pedagógico como contribuinte para a má gestão de alimentos nas redes públicas de ensino. Isso ocorre porque o que se observa nas instituições de ensino do país é o alarmante descaso didático no que se refere a importância de uma rotina alimentícia adequada, fomentando um enorme desvio do indivíduo as práticas saudáveis. Essa visão, segundo o sociólogo francês Edgar Morin, configura-se como a quebra da transdiciplinaridade, pois não corrobora com a expansão do conhecimento, fazendo com que a má gestão de alimentos permaneça estagnada, prejudicando a saúde e o bem-estar dos indivíduos.
Outrossim, ressalta-se que há, no Brasil, um evidente desamparo governamental, provocando o agravamento da má gestão de alimentos nas escolas. Desse modo, é lícito referenciar o pensamento do filósofo grego Platão, o qual em sua obra “A República” narra a história conhecida como “Mito da Caverna”, no qual homens acorrentados enxergam apenas sombras nas paredes, acreditando, portanto, que aquilo era a realidade das coisas. Dessa forma, análogo à metáfora supracitada, o Governo, não enxergando a importância de uma formação nutricional eficaz para o bem das futuras gerações, vive na escuridão, isto é, na ignorância dos seus atos, oprimindo o direito dos seus indivíduos e nublando os entraves sociais.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater tais mazelas. Para isso, é de suma importância que o Ministério da Educação atue promovendo ações mais rígidas dentro do ambiente escolar, por meio de aulas extras, debates e palestras acerca do valor e relevância de uma alimentação correta, a fim de que o frenesi sofra uma redução desejável. Ademais, o aprimoramento da distribuição de alimentos nas escolas de ensino público do país, respeitando a conduta alimentar estipulada por nutricionistas especializados no assunto em questão, a fim de que o mesmo que ocorreu com os habitantes da cidade de Boca Grande não se repita na sociedade brasileira vigente.