A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 17/11/2021
Na telenovela infantil “Carrossel”, uma das estudantes não possuía condições financeira para levar lanche a escola e acabava passando fome. Analogamente, no hodierno cenário brasileiro, pode-se perceber que a questão da alimentação na rede pública de ensino é extremamente problemática. Isso decorre não apenas das questões socioeconômicas, mas também da má condição de transporte das comidas.
Primeiramente, convém analisar as questões socioeconômicas, sendo uma das principais causas catalisadoras da alimentação na rede pública. Isso ocorre pois uma parte significativa das crianças e adolescentes só conseguem se alimentar em um único momento do dia, na escola. Sob esse viés, segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), nove entre dez alunos da rede pública dispõem de alimentação gratuita. Nesse sentido, a partir do momento que esse sistema de alimentação na rede publica de ensino possuí falhas, coloca a integridade física dos alunos que necessitam desse direito. Logo, cabe ao Governo federal elaborar medidas que garantam a eficácia da realização da alimentação nas escolas públicas.
Ademais, é importante pontuar a má condição de transporte das comidas relacionada a essa problemática. Haja visto que pelo fato do tempo e temperatura que as comidas ficam dentro do meio de transporte, muitas apodrecem ou chegam no destino sem a qualidade que saíram. Nessa perspectiva, relacionando com o processo de gentrificação, na qual devido os centros comerciais serem longes das áreas residências (locais que normalmente as escolas fazem parte) fica mais difícil que esses alimentos cheguem nos seus destinos bons, uma vez que, o problema também é estrutural. Portanto, é necessário priorizar a temática em questão para que possam além de solucionar um problema, garantir a quantidade de alimentos bons que chegam para dar as crianças.
Fica evidente, dessa forma, que medidas são necessárias para amenizar o quadro atual. A fim de modificar tal realidade, urge que o Ministério da Educação(MEC)-órgão responsável por melhorar a qualidade da educação, cuidando de todo sistema educacional brasileiro- amplie as fiscalizações para saber em que estado esses alimentos estão chegando nas escolas, por meio de projetos de leis. Assim, garantindo que todos os alimentos passados para as crianças estejam em boa qualidade.