A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 17/11/2021

Na Constituição Brasileira de 1988, a atual Carta Magna do país, é mencionado que todo cidadão possui direito à alimentação e, quanto aos estudantes, direito à merenda escolar. Todavia, no Brasil hodierno, a lei máxima nacional não é colocada em prática verdadeiramente, haja visto que vários alunos não se alimentam adequadamente no ambiente escolar, o que coloca em pauta a alimentação na rede pública de ensino. Dessa forma, a falta de infraestrutura nas redes não privadas de aprendizado associada à negligência estatal são fatores que colaboram para o problema citado acima.

Em primeira análise, é imperioso ressaltar que a escassez de uma estrutura adequada é o principal catalisador da má alimentação nas escolas públicas. Nesse contexto, consoante ao astrônomo inglês Isaac Newton, em sua terceira lei da física, toda ação gera uma reação. Dessa maneira, de forma análoga ao princípio citado anteriormente, a não existência de despensas, armazéns e outras áreas de reservas alimentícias, devido à má infraestrutura, é uma ação que origina um retorno de não igualdade na disponibilidade de alimentos, uma vez que muitos produtos, sem o armazenamento adequado, estragam e se tornam inviáveis para a distribuição nas escolas.

Outrossim, é mister afirmar que a inércia governamental é outro fomentador do panorama atual. Nessa perspectiva, conforme ao sociólogo francês Michael Focault, há assuntos na pós-modernidade que são ocultados propositalmente. Desse modo, a postura negligente e oculta do Estado no que tange à alimentação escolar gera um descaso e uma dificuldade de resolução no compartilhamento alimentício, já que, se não há debate e existe omissão, há um empecilho na solução do problema, de maneira análoga ao pensamento supracitado.

Destarte, torna-se fundamental a tomada de medidas para a resolução da problemática supramencionada. Portanto, cabe ao Governo Federal, aliado ao Ministério da Educação, órgão governamental encarregado das questões educacionais nacionais, por intermédio de um rearranjo das verbas e orçamentos estatais, elevar as finanças disponíveis para as merendas nas instituições não privadas de aprendizado e para os locais de armazenamento alimentícios, a fim de atenuar o número de alimentos que estragam e, por conseguinte, garantir acesso igualitário de todos os estudantes à comida nos colégios. Somente assim, o cenário contemporâneo será modificado e aprimorado.