A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 17/11/2021

Em sua obra “Utopia”, Thomas Morus retrata uma sociedade perfeita, em que todos os problemas políticos, sociais e ambientais foram mitigados. Porém, quando analisamos nossa realidade, vemos que estamos distantes desse ideal. Uma vez que, a não garantia de alimentação de qualidade e os cortes no investimento na educação, geram desafios na alimentação da rede pública de ensino.

Primeiramente, a constituição brasileira de 1988 garante uma alimentação de qualidade, baseada nas recomendações nutricionais, para toda população. Mas, isso não representa o que acontece em nosso país. De acordo com dados do IBGE, a nutrição nas instituições públicas de educação não alimenta todos os alunos de maneira democrática e completa. Instituições localizadas em áreas mais periféricas recebem menos investimento, o que gera uma deficiência na alimentação dos discentes.

Ademais, quando analisamos dados do Ministério da Educação (MEC), vemos que o investimento na área da educação vem sendo cortado a cada ano. Com isso, todos os setores, como o responsável pela nutrição dos alunos, são afetados. Assim, sucateando esta área tão importante da nossa sociedade.

Desse modo, cabe ao Estado, agente responsável pelo bem-estar social, implementar medidas afim de mitigar esse problema. É preciso que o Ministério da Educação crie planos alimentares e aumente o investimento na educação, por meio de redirecionamento de verba do Tribunal de Contas da União. Dessa maneira, se criará um caminho para resolver os problemas na alimentação da rede pública de ensino.