A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 19/11/2021
No livro “Utopia” de Thomas More é exposto um ambiente perfeito, no qual a consciência coletiva e eficiência do Estado são ferramentas cruciais para o avanço da nação. Fora da obra, é fato que a alimentação nas redes públicas de ensino é um ponto positivo para uma comunidade alienada e inerte como a brasileira. Nesse sentido, em virtude da desigualdade social a falta de alimentação de qualidade afeta o aprendizado dos alunos.
De início, é válido reconhecer como a alimentação escolar é uma ocorrência de séculos. Isso porque, na obra de 1944 “A criança morta” de Candidato Portinari, é pontado uma família desnutrida e uma criança morta por conta da fome, ou seja, a obra mostra a desigualdade na distribuição de alimentos, visto que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 5 milhões dos brasileiros sofrem com a desnutrição. Dessa forma, o governo criou o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) com o objetivo de garantir o direito de alimentação das crianças, diante o Instituto da Criança e do Adolecente (ECA).
Sob esse viés, a Polícia Federal relatou em escolas públicas, de São Paulo, a pouca qualidade da comida pelo fato de existir empresas, a quais desviavam as verbas, o que leva a falta de rendimento no aprendizado, de acordo com PNAE. Nessa lógica, a nutricionista Bela Gil propõe que é possível mudar o mundo por meio da alimentação, isso significa, se uma escola fornecer alimentos para os alunos o aprendizado aumentará de nível e tendo por consequência essas crianças sendo capazes de resolver problemas sociais do futuro.
Infere-se, portanto, medidas são necessárias para garantir a alimentação nas redes públicas de ensino. É evidente que o Governo supervisione a entrega das verbas, para que assim não ocorra os desvios, e com isso ter uma boa qualidade nos alimentos oferecidos nas escolas com o intuito de garantir a melhor nutrição aos estudantes e resultando no melhor rendimento nas aulas. Somente assim, o Brasil viverá em um ambiente perfeito, de acordo com Thomas More.