A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 07/03/2022

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece diversos direitos para o público infantojuveníl, entre eles o direito a uma alimentação saudável. Para facilitar o cumprimento desse direito é preciso que as escolas ofereçam comidas saudáveis e nutritivas aos alunos. Porém, o desvio de verbas destinadas às merendas escolares e a falta de entendimento sobre alimentação saudável torna o acesso a uma dieta equilibrada distante.

Primeiramente, a quantia de dinheiro que é oferecida para cada escola pública varia de acordo com as necessidades da instituição e da quantidade de alunos matriculados. Portanto, se bem distribuida, a verba é suficiente para os gastos com alimentação e consertos necessários mensalmente. O problema é que nem sempre esse dinheiro chega completo para as redes de ensino, devido aos desvios cometidos pelo governo e pelos funcionários públicos que administram o valor recebido. Dessa forma, a diretoria escolar precisa economizar nos gastos mensais, diminuindo o valor limite a ser gasto nas compras alimentícias e por consequência não oferecendo uma refeição completa aos alunos.

Outrossim, a única profissão adequada acerca de planejar uma dieta equilibrada para os alunos é a nutrição, que estuda todas as classes alimentares e a necessidade de cada uma delas em todas as faixas etárias. Porém, nem todas as escolas possuem acesso à nutricionistas, dessa forma, as cozinheiras da rede de ensino precisam utilizar de seus conhecimentos básicos no que se refere à montar um plano alimentar equilibrado para os estudantes. Desse modo, as escolhas feitas pelas funcionárias podem ser equivocadas gerando uma refeição desbalanceada para os alunos.

Portanto, para garantir o direito de acesso a uma alimentação saudável, previsto pelo ECA, é preciso que o governo executivo de cada cidade fiscalize, através de visitas, se as verbas estão chegando às instituições e como estão sendo gastas, e que as escolas, com o dinheiro disponibilizado, invistam em parcerias com nutricionistas em prol de montar um cardápio equilibrado para as refeições escolares, garantindo, na totalidade, uma dieta equilibrada aos alunos.