A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 19/10/2022

A obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, retrata uma civilização perfeita, caracterizada pela ausência de conflitos. Contudo, a realidade brasileira difere desse cenário fictício, uma vez que a alimentação na rede pública de ensino apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse quadro antagônico é fruto de questões de cunho governamental e social. Nesse perspectiva, urge a análise dos entraves da problemática.

Precipuamente, é indubitável que a ineficiência estatal é causa direta do problema. Consoante o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da nação. Entretanto,no que tange a ofertar uma alimentação de qualidade para os dicentes, o poder público falha,haja vista que não investe na inclusão de nutricionistas no quadro de funcionários das escolas brasileiras, a fim de garantir que os pequenos tenham acesso a uma comida rica em nutrientes. Nessa sentido, é imperiosa a reformulação da postura política vigente frente ao imbróglio, com vistas a atenuar os perigos para a saúde de uma dieta não balanceada,a exemplo a obesidade.

Outrossim, é válido pontuar a discrepância socioeconômica como fator decisivo da disparidade da aprendizagem escolar.Nesse contexto,conforme o filósofo contratualista Jean-Jacques Rousseau, a desigualdade é a fonte primária de todos os males. Tal pensamento remete ao fato de na atual conjuntura social, as instituições escolares configurarem-se como principal ou única fornecedora de refeições regulares de crianças e adolescentes de baixa renda. Desse modo, é basilar a criação de políticas públicas que visem assegurar a efetividade da segurança alimentar dos indivíduos mais vulneráveis da sociedade.

Diante do exposto, medidas são inexoráveis para viabilizar o fornecimento equânime de alimentos para os estudantes do país. Logo, cabe ao Ministério da Educação, por meio de processos seletivos, realizar a contratação de profissionais capacitados, como educadores físicos e nutrólogos, com o objetivo de implantar nos colégios uma reeducação alimentar aliada a prática de exercícios físicos

regulares. Posto isso, os institutos educacionais serão promotores de hábitos de vida mais benéficos e o panorama idealizado pela obra literária será gradativamente alcançado.