A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 02/09/2023

A música “Heal the world”, do cantor Michael Jackson, retrata a miséria em diferentes locais do mundo e a recorrência da falta de alimentos na sociedade. Paralelamente a isso, no Brasil, a fome e a desnutrição são questões sociais relevantes, e as redes escolares são de extrema importância no combate a esse problema. Por isso, é indubitável que a alimentação nas escolas seja assegurada no país, visto que, em casos particulares, é a única refeição que promove alimentos saudáveis ao público infantil.

Em primeira análise, a fome e a desnutrição estão relacionadas, pois a falta de alimento e a qualidade dos que estão disponíveis acarretam em um fim nocivo aos consumidores, como, por exemplo, a obesidade. Nesse cenário, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar do ano de 2015, uma pesquisa realizada nas escolas aponta que mais de 40% dos participantes consomem guloseimas diariamente, ou seja, alimentos com elevado teor de açúcar. Diante disso, percebe-se a relevância de programas sociais comprometidos com a alimentação de qualidade nas redes escolares, haja vista que impedem a expansão de casos de desnutrição.

Outrossim, fica evidente o conceito de democratização dos recursos básicos, proposto pela filósofa Hannah Arendt. Nesse sentido, suas ideias afirmam que é dever do estado garantir direitos igualitários e acessíveis para todos os indivíduos, incluindo parcelas desfavorecidas da sociedade. Nessa situação, conclui-se que os alimentos fornecidos nas escolas não devem ser de qualidade inferior apenas para saciar a fome dos indivíduos, mas sim, para assegurar uma alimentação saudável e comprometida com a qualidade de vida das crianças.

Portanto, para que a alimentação nas redes públicas de ensino seja de boa qualidade, é mister que entidades nacionais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), promovam projetos que auxiliem na tarefa de garantir uma alimentação acessível aos alunos. Nessa tarefa, as ações devem apresentar os malefícios de uma má alimentação e a inclusão de cardápios individualizados. Assim, com o intuito de utilizar as redes escolares como meio de evitar a desnutrição em crianças, as medidas tomadas auxiliam nessa situação.