A ameaça do ChatGPT ao mercado de trabalho brasileiro
Enviada em 06/10/2025
Barão de Itararé, famoso jornalista alternativo durante a Ditadura no país, estava certo ao dizer: “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós”. Partindo desse pressuposto, a ameaça do ChatGPT ao mercado de trabalho brasileiro se apresenta como um dos “nós” a serem desatados. Em suma, um caminho que favorece essa intimidação é a automatização de processos, bem como a diminuição de gastos.
Diante desse cenário, é imperativo pontuar a automatização de processos como promotora do empecilho. Essa situação surge da facilidade que a ferramenta IA (Inteligência Artificial) tem de reconhecer e reproduzir padrões obtidos pela interação com os usuários. Desse modo, os trabalhos que antes eram feitos por humanos estão sendo substituídos pelo trabalho dessa ferramenta digital, a qual realiza o mesmo labor em menos tempo. Essa análise pode ser confirmada pelo site G1, o qual fala que: “Um a cada cinco usuários do chatbot têm medo de perder seus empregos para o mesmo”. Em resumo, é evidente que a automatização de processos ameaça o mercado de trabalho.
Ademais, é importante apontar a diminuição de gastos como colaboradora do impasse. Essa circunstância acontece pela cobrança exacerbada de produtividade que é imposta pela conjuntura econômica atual. Dessa maneira, as impresas preferem o uso de ChatGPT por ter maior produtividade e gerar menos custos para os empregadores. Essa avaliação é validada pela declaração de Steve Jobs, o qual fala que: “A tecnologia move o mundo”. Em síntese, esse mover concretiza-se ao susbtituir o trabalho humano por IA.
Portanto, medidas devem ser tomadas para que a problemática cesse. Dessarte, com o intuito de mitigar as intimidações que o ChatGPT causa, o Governo deve, por meio de parcerias com o Ministério de Trabalho e Emprego, fomentar vagas obrigatórias para o trabalho humano, pois é muito importante o fator de criatividade e de autônomia intelectual (que a intêligencia artificial não tem por sí só). Além disso, deve efetivar a cooperação do trabalho humano com essa ferramenta, a fim de que as ameaças do ChatGPT ao mercado de trabalho brasileiro deixem de ser os “nós” a serem desatados, como descrito por Barão.