A ameaça do ChatGPT ao mercado de trabalho brasileiro
Enviada em 30/10/2024
No desenho animado “Wall-e”, após degradar todo o planeta Terra, os humanos passam a viver no espaço dentro de uma nave espacial totalmente controlada por robôs, evidenciando sua dependência em todo tipo de trabalho e tarefa, inclusive para sua locomoção, a tecnologia. No mundo atual, a introdução e uso de Inteli-gências Artificiais (IA), como o ChatGPT, para a prestação de serviços trouxe insegu-rança ao mercado de trabalho, criando ameaças das quais podem ser destacadas a dependência excessiva de tecnologia e o desaparecimento de empregos.
A priori, de acordo com o livro “The Shallows”, do jornalista Nicholas Carr, o uso excessivo de tecnologia cria uma mentalidade impaciente e com mais dificuldade de ter pensamentos profundos, prejudicando sua criatividade e capacidade analítica. Além disso, o uso dos chatbots pode criar uma padronização de pensamentos, retirando a autonomia e engenhosidade do indivíduo em sua área profissional, como diz o verso “Até achava que aqui batia um coração… é tudo pro-gramado” da música " Admirável Chip Novo" da cantora Pitty.
A posteriori, segundo um estudo realizado pela própria OpenAI, criadora do ChatGPT, empregos como jornalista, contador, programador, escritor e intérprete, tem uma probabilidade de desaparecimento entre 80% e 100%, pois os serviços realizados por estes, quando automatizados são realizados em muito menos tempo. Dessa forma, é possível perceber que esta situação reflete os interesses capitalistas de empresários, contrários a premissa de Einstein que diz “o espírito humano deve prevalecer sobre a tecnologia.”
Portanto, é dever do Governo Federal, entidade suprema de poder vigente no território nacional, juntamente com o Ministério da Educação (MEC), preparar os estudantes para as novas tecnologias e desenvolver suas habilidades, através de programas educacionais que incentivem o uso da criatividade e pensamento lógico, para que os futuros trabalhadores tenham autonomia intelectual e diligência ao utilizar os novos instrumentos tecnológicos. Ademais, é dever do Estado, em consonância com o Ministério do Trabalho e Emprego, criar políticas públicas que promovam a requalificação profissional aos cidadãos.