A ameaça do ChatGPT ao mercado de trabalho brasileiro

Enviada em 20/07/2024

No jogo “Detroit: Become human”, um grande problema social é o das I.A.s roubarem os empregos das pessoas, porém, na vida real não é assim. Diferente do jogo, atualmente, as inteligências são ferramentas poderosas capazes de processar dados melhor que um ser humano, mas não passam disso. Essa tecnologia pode realizar muitas tarefas mas não a nível eficiente para representar perigo ao mercado de trabalho e mesmo se representasse os trabalhos evoluiriam ao invés de acabar.

O cenário industrial atual está passando por uma revolução, as I.A.s são a principal causa, elas conseguem fazer cálculos, processar informações, criar imagens e até música, porém há uma falha perceptível em tudo isso. Em uma matéria do G1, é mostrado uma artista que fazia seus desenhos através de inteligência artificial, ela foi descoberta ao analisarem os dedos mal feitos das pinturas, um erro comum em I.A.s que geram imagens. São esses erros que tornam essas ferramentas imperfeitas, como o Pedro Loos, do canal “Ciência todo dia” disse " Não se pode confiar nas I.A.s", para elas funcionarem da melhor forma é necessário um humano checando e analisando seus resultados.

Por conta disso, o mercado de trabalho não sofre riscos grandes, uma vez que as inteligências cometem erros, os empregos vão se atualizar a esses erros. De acordo com “O Antagonista”, antes da invenção das lâmpadas, os acendedores de postes eram homens que trabalhavam acendendo lâmpadas nos postes, depois da energia elétrica eles foram trocados por eletricistas que cuidavam dos postes. O ser humano por ser criativo e se adaptar ao meio se torna insubstituível, essa caraterística os coloca em um patamar acima das I.A.s, mas somente o Estado pode garantir que a mudança nos trabalhos ocorra de forma justa.

Em vista disso, o ministério da educação deve criar cursos técnicos e profissionalizantes gratuitos envolvendo o tema Inteligência artificial, software e hardware. Esses cursos devem ter a grade curricular e os principais assuntos decididos por profissionais da área e distribuídos a todos por aulas online e facultativas. Com uma iniciativa como essa, a transição dos empregos será mais justa e menos caótica, permitindo que todos entrem nesse novo mercado.