A ameaça do ChatGPT ao mercado de trabalho brasileiro
Enviada em 30/07/2024
Durante a 2ª Revolução Industrial, com o surgimento das máquinas, diversos operários foram substituídos por essa tecnologia, o que levou ao desemprego em massa na Europa. Analogamente, no Brasil, a recente criação do “Chat GPT” pode colocar em risco o trabalho de muitas pessoas, ocasionando desemprego estrutural e, consequentemente, perda da essência humana.
Em primeiro plano, cabe destacar que o uso da inteligência artificial nas empresas pode levar à substituição de trabalhadores. No filme “A fantástica fábrica de chocolate”, por exemplo, é mostrado que o pai do personagem Charlie perde o emprego ao ter sua função substituída por uma máquina. Paralelamente, assim como as máquinas industriais eram o auge tecnológico na época do filme, artifícios como o chat GPT são a tecnologia do futuro e podem da mesma forma, vir a substituir empregados de diversos ramos. Dessa forma, considerando a rapidez com que essa nova ferramenta vem se desenvolvendo, fica evidente a necessidade de monitorar seu uso para controlar um desemprego iminente.
Além disso, como consequência de tal falta de emprego, boa parte da natureza do homem também é perdida. Segundo o sociólogo Karl Marx, o trabalho é parte indispensável da vida humana, pois é por meio dele que o homem edifica-se, transformando a si por intermédio de suas criações. Nesse sentido, tem-se o ofício como uma atividade essencialmente humana, e que não deve ser atribuída inteiramente à inteligência artificial. Logo, é preciso que, mesmo com o auxílio de recursos tecnológicos no trabalho, uma mente humana esteja supervisionando tais equipamentos.
Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas para mudar o status quo. Por meio de investimento financeiro por parte do governo, o Poder Executivo deve criar um novo setor público que possa regulamentar o uso da inteligência artificial no mercado de trabalho, a fim de evitar demissões em massa e auxiliar os trabalhadores antecipadamente em caso de possível substituição por tais ferramentas. Ademais, o Ministério da Educação deve promover a qualificação dos cursos, para que os alunos possam lidar com tais tecnologias no trabalho. Somente assim, será possível evitar cenários como o da 2ª Revolução Industrial.