A ameaça do ChatGPT ao mercado de trabalho brasileiro

Enviada em 30/07/2024

Tecnologias são instrumentos que, inegavelmente, auxiliam a vida cotidiana. No entanto, é necessário deliberar sobre até que ponto as facilidades geradas pelo uso das novas tecnologias são benéficas, sobretudo no contexto laboral, no qual ferramentas como o CHATGPT ameaçam reduzir, mecanizar e até substituir funções humanas.

Em princípio, é de amplo conhecimento que, desde a Revolução Técnico- Científico- Informacional, o desenvolvimento e uso das tecnologias como facilitadoras do cotidiano são inegáveis. Nesse contexto, surge a plataforma de Inteligência Artificial “ChatGPT”, a qual desde o seu lançamento, em 2022, ganhou vários adeptos em diferentes esferas do coletivo, haja vista a capacidade de oferecer respostas rápidas e assertivas para qualquer assunto lançado em seus sistemas. No tocante ao setor trabalhista, por exemplo, um estudo desenvolvido pela empresa americana Freshwork, aponta que 33% das empresas, à nível mundial, já aderiram ao ChatGPT. Decerto, à luz desse dado, é possível notar que, devido à eficácia da plataforma, seu uso está sendo amplamente aceito e difundido, principalmente no mercado de trabalho.

Entretanto, conjectura-se que o uso da Inteligencia Artificial no setor laboral é uma ameaça para algumas profissionais, posto que, as empresas já consideram-na um método mais rentável quando comparado à mão-de- obra assalariada de setores como o marketing, por exemplo. Contudo, considerar que o ChatGPT poderá dirimir profissões futuramente não é correto. Consoante à teoria platônica “mito da caverna”, o ser humano, por vezes, comporta-se como um prisioneiro que vê nas sobras de uma caverna toda a sua realidade. Analogamente, no que tange à ameaça em substituir completamente a força de trabalho do homem por máquinas, é claro que ver-se apenas “sombras” de um suposto lucro maior.

Logo, cabe ao Ministério do Trabalho, na condição de sustentador das diretrizes de mercado, garantir que o ChatGPT seja tido como um aliado às profissões, por meio da conscientização empresarial de que as tecnologias sempre necessitarão do reparo, manipulação e raciocínio humano. Com efeito, o trabalhador jamais será ameaçado em seu emprego, mas estimulado à capacitação e ao melhoramento.