A ameaça do ChatGPT ao mercado de trabalho brasileiro

Enviada em 04/08/2024

O personagem Homem de Ferro, da série de filmes “Os Vingadores”, utiliza uma assistente de Inteligência Artificial (IA) para auxiliá-lo na criação de ferramentas. Assim como na ficção, na realidade, ocorre o advento do uso de tecnologias, como o Chat GPT, para a realização de tarefas no mercado de trabalhoo. Dessa forma, cabe investigar a perda de confiabilidade em processos seletivos e a substituição de humanos por máquinas como ameaças da IA aos setores laborais brasileiros.

Ressalta-se, a princípio, que a utilização do chatGPT em entrevistas de emprego pode resultar na contratação de profissionais pouco capacitados. Nesse sentido, segundo o filósofo Noam Chomsky, a Inteligência Artificial é um ataque ao pensamento crítico, visto que essa tecnologia não valoriza a reflexão e a investigação por parte dos usuários. Sob essa óptica, conforme a afirmação do cientista, pessoas que participam de processos seletivos frequentemente recorrem a instrumentos de IA para responder às perguntas elencadas, impedindo os examinadores de avaliarem as competências dos candidatos e pode resultar na escolha de funcionários pouco adequados à vaga. Assim, a prática se constitui como ameaça ao mercado trabalhista.

Além disso, é importante alertar para o risco da substituição de mão de obra por Inteligências Artificiais. Nessa perspectiva, durante as Revoluções Industriais, observou-se a ascensão das máquinas, as quais ocuparam o lugar de trabalhadores nas linhas de produção. Semelhantemente, tecnologias como o chatGPT são escolhidas pelas empresas como alternativas aos seres humanos, pois exigem menos investimento e são mais produtivas por não precisarem de períodos de descanso para funcionarem, como é o caso de robôs de atendimento ao cliente. Por isso, o chatGPT e similhares arriscam o ramo ocupacional.

Destarte, medidas devem ser tomadas para mitigar a problemática. Portanto, cabe às empresas contratantes, principais agentes laborais, organizar processos seletivos de forma que impossibilite o uso das IAs, por meio de entrevistas presenciais, com o fito de garantir a seleção de profissionais capacitados. Junto a isso, o Estado deve criar leis que restrinjam a substituição de mão de obra humana, definindo um número mínimo de prestadores de serviço por estabelecimento.