A ameaça do ChatGPT ao mercado de trabalho brasileiro
Enviada em 04/09/2024
Promulgada em 1988, a Constituição Federal (CF) vigente assegura direitos fundamentais para a democracia e vida digna de seus cidadãos. Porém, a ameaça do ChatGPT ao mercado de trabalho e suas consequências, como a desigualdade entre homem e máquina, interferem no sistema harmônico do Estado brasileiro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.
Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito sociocultural e da suas implicações na temática. De acordo com Pierre Bourdieu, “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”. Sob tal perspectiva, no Brasil, a passividade na reflexão crítica do brasileiros sobre o potencial que o ChatGPT tem destoa do progresso bourdieuseano e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a matriz do imbróglio. Consequentemente, essa ausência de autocritica funciona como base para a intensificação das possibilidade de acensão do ChatGPT em detrimento dos funcionários, fato que violaria, novamente, a CF. Destarte, analisar criticamente as relações sociais de um povo é essencial para dirimir o revés.
Ademais, convém destacar as falhas estatais. A esse respeito, John Rowis, na teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, os impactos de uma introdução massiva do ChatGPT no mercado contrastam com a tese do autor, uma vez que o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo, tendo em vista a não preparação da população para a possibilidade forte de mudanças radicais nas estruturas laborais. Com isso, é inadmissível a inoperância das esferas de poder no que tange à mitigação do viés.
Portanto, entende-se que os impactos do ChatGPT no mercado de trabalho são obstáculos intrínsecos de raízes culturais e governamentais. Logo, o Ministério das Comunicações, por intermédio da coparticipação de programas midiáticos de alta audiência, deve discutir e elucidar o assunto, com o objetivo de mostrar as possíveis sequelas do problema e, de forma detalhada, esse órgão irá convidar professores de programação para apresentar uma visão crítica e orientar os espectadores a respeito do impasse discutido. Feitos esses pontos, a sociedade brasileira terá uma vida digna, como prevê a Constituição Federal.