A ameaça do ChatGPT ao mercado de trabalho brasileiro

Enviada em 19/08/2024

Com o advento da Revolução Técnico Científica Informacional, século XX, foi-se possível a criação de ferramentas tecnológicas com o intuito de auxiliar atividades realizadas por humanos. Nesse sentido, a IA (Inteligência Artificial) atua como aparato inovador no mercado de trabalho, de forma que, a criação do ChatGPT teve a princípio o objetivo de otimizar o tempo das tarefas realizadas, atuando de maneira secundária. No entanto, é notada a subversão de sua utilização, nos dias atuais, já que, essa tecnologia vem substituindo postos de trabalho, causando problemáticas no âmbito empregatício.

Em primeira análise, a inserção do ChatGPT na telemedicina, atuando no diagnóstico de pacientes, evidencia sua ineficiência na anamnese clínica. Em outras palavras, o algoritmo utilizado pela ferramenta se baseia em um programa computacional que se pauta em dados e números, substituindo a análise sociocultural e ampla, sendo essa importante por revelar a peculiaridade de cada caso médico. Somado a isso, a substituição de profissionais em área para implementação dessa tecnologia, fomenta a precarização dos serviços e o desemprego desses prestadores de serviço. Logo, a inversão de sua utilidade, colocando-a como essencial a torna prejudicial ao mercado de trabalho brasileiro.

Em segunda análise, a IA reproduzindo comportamentos humanos e produzindo poemas e músicas ressalta a problemática dessa inteligência no mercado da arte. Dado isso, é importante salientar que a criatividade e imaginação são preceitos inerentes aos seres não robóticos e a profusão do ChatGPT nesse cenário ameaça os produtores de conteúdo e a própria arte. De forma que, a arte responsável por expressar as emoções e sentimentos humanos perde seu sentido essencial e os que vivem do trabalho da arte perdem a sua função.

Dado o exposto, é indubitável uma ação que cesse a protagonização do ChatGPT no mercado de trabalho brasileiro. O ministério do trabalho deve propor medidas que visem a mitigação dessas tecnologias de modo a atenuar seus efeitos problemáticos, criando palestras educativas com a finalidade de conscientizar a população e as empresas sobre os malefícios do mau uso dessa ferramenta. Com isso, será possível diminuir essa ameaça que traz prejuízos aos empregos no Brasil.