A ameaça do ChatGPT ao mercado de trabalho brasileiro
Enviada em 19/08/2024
Desde a 3° Revolução Industrial, ou Revolução Tecno-Científica-Informacional, as tecnologias digitais têm ganhado cada vez mais destaque no modelo de produção capitalista, que possui como maior objetivo o lucro dos patrões. Juntamente a tal destaque, foi desenvolvido o ChatGPT, site que busca realizar sozinho atividades que antes necessitavam de seres humanos, tornando-se uma ameaça ao mercado de trabalho brasileiro. O que ocorre como uma consequência a necessidade de uma maior especialização e de uma menor quantidade de funcionários.
Primeiramente, é válido ressaltar que após cada uma das revoluções que ocorreram no modo de produção, os empregados passaram a apresentar um nível de especialização maior. Quando, por exemplo, a produção deixou de ser realizada de modo manufaturada e passou a ser por maquinofatura, os proletariados tiveram que passar a focar em apenas uma etapa da produção das mercadorias ao invés de produzir ela como um todo. Analogamente, apresentam como finalidade se enquadrar as mudanças, que buscam ampliar o lucro dos patrões, separando e, simultaneamente, dinamizando a produção de mercadorias, gerando lucro.
Ademais, a inserção dessa nova tecnologia no mercado de trabalho brasileiro, visa a diminuição dos gastos com funcionários, os quais possuem direitos trabalhistas certificados pelas leis do país. As quais garantem horas máximas a serem trabalhadas e salário mínimo a serem pagas, ambos inexistentes e desnecessários em trabalhadores naos humanos. Assim, enxergaram nessa nova tecnologia digital uma maneira de lucrar mais precisando de menos empregados, precisando apenas daqueles que controlam e monitoram o ChatGPT.
Sendo assim, a ameaça do ChatGPT ao mercado de trabalho brasileiro causa uma maior necessidade de especialização dos trabalhadores e uma menor precisão da quantidade de funcionários. Logo, é necessário que o Governo Federal em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação elaborem normas e projetos por meio dos quais não deixem os proletariados desamparados com a revolução digital, especializando a população para lidar com tais tecnologias e amparo aos que perderem seus empregos. Visando assim, a diminuição da visão do ChatGPT como uma ameaça ao mercado de trabalho brasileiro.