A ameaça do ChatGPT ao mercado de trabalho brasileiro
Enviada em 01/09/2024
A série “Black Mirror” retrata os efeitos da tecnologia artificial na sociedade, expondo situações de substituição de humanos por robôs no âmbito trabalhista, assim como cenas de desumanização desse mercado.Nesse sentido, tal obra é relevante, já que demonstra como esse revés pode ser relacionado ao Brasil, que enfrenta as mesmas condições em seu setor laboral, no qual essa inteligência opera ofícios que antes eram feitos por cidadãos, prejudicando a vida profissional da maioria do povo e automatizando tais serviços. Dentre tantos fatores, pode-se citar a exclusão de trabalhadores pouco qualificados e o desemprego estrutural.
É lícito afirmar, a princípio, que a automatização, impulsionada pela evolução cibernética artificial, desvaloriza a mão de obra desqualificada, marginalizando essa parte da população. O relatório da Organização Internacional do Trabalho destaca que “a automação e a digitalização têm exacerbado as desigualdades no mercado de trabalho, especialmente para trabalhadores com baixa qualificação”. Esse dado ilustra como o surgimento dos assistentes virtuais agravam a desigualdade social ao restringir oportunidades para quem não possui qualificação profissional.
Além disso, cabe salientar que o desemprego estrutural acontece devido às mudanças tecnológicas atuais, como o surgimento do ChatGPT, e essas novidades podem gerar desemprego em massa, além da diminuição de salários. Nesse contexto, o livro “O Futuro do Trabalho” de Susskind é crucial, pois explora como as tecnologias emergentes estão transformando tal mercado e criando desafios, como a a redução das oportunidades de trabalho para algumas categorias profissionais. Logo, fica nítido que mudanças são necessárias para mudar tal realidade.
Diante dos fatos supracitados, é preciso que esse problema seja resolvido. Desse modo, o Ministério do Trabalho deve promover o acesso à qualificação de ofício, por meio da criação de programas de requalificação, que ajudem os operários a se adaptarem às novas demandas trabalhistas, a fim de reduzir os efeitos do ChatGPT na empregabilidade. Ademais, o Poder Legislativo precisa criar leis que protejam os trabalhadores dessas inovações.Só assim, o revés da série citada será reduzido.