A ameaça do ChatGPT ao mercado de trabalho brasileiro
Enviada em 02/09/2024
No filme “Homem de ferro”, Tony Stark cria inteligências artificiais, incluindo uma avançada IA que gerencia suas tecnologias e substitui a necessidade de um assistente. De forma análoga, na realidade brasileira, a crescente adoção de métodos de inteligência artificial, como o ChatGPT, transforma o setor laboral ao substituir funções humanas por sistemas automatizados. Sob esse viés, é essencial analisar o desemprego estrutural e escassez de profissionais qualificados.
Nesse contexto, depreende-se que a inserção de ferramentas tecnológicas no mercado de trabalho é um fator determinante para o sufoco. Nesse cenário, no longa-metragem “A fantástica fábrica de chocolate”, o pai de Charlie Bucket é demitido da fábrica de pasta de dentes em razão da automação, que substitui o trabalho manual dos funcionários. Sob essa ótica, nota-se um desajuste notável entre as habilidades dos funcionários e as novas demandas do mercado, como habilidades em tecnologia avançada, solução de crises e adaptação rápida, o que substitui funções tradicionais, especialmente em tarefas repetitivas ou baseadas em processamento de informações. Logo, resolver essa questão é crucial.
Ademais, vale salientar que a carência de profissionais habilitados intensifica o revés. Nessa conjuntura, o especialista em recursos tecnológicos Andrew McAfee afirma que a “Tecnologia não apenas substitui o trabalho humano, mas também cria novas oportunidades que exigem novas habilidades”. Nesse sentido, é notório que os sistemas educacionais podem não acompanhar as mudanças tecnológicas, criando uma lacuna entre as competências dos trabalhadores e as novas exigências do ambiente laboral, o que dificulta a adaptação dos operadores às novas realidades. Dessa forma, é notório como o empecilho é prejudicial.
Mediante o exposto, observa-se que são necessárias mudanças para impedir o avanço do entrave. Assim, cabe ao Governo -órgão responsável por administrar o Brasil- criar cursos de formação e treinamentos técnicos mais avançados, por meio do programas de requalificação, a fim de combater o transtorno. Já a escolas devem atualizar currículos e métodos de ensino para atender às novas demandas do mercado de trabalho , com o intuito de solucionar o infortúnio. Apenas desse modo, os cidadãos brasileiros se afastaram da película “Homem de ferro”.