A ameaça do ChatGPT ao mercado de trabalho brasileiro

Enviada em 10/10/2024

A segunda revolução industrial foi responsável pela transformação dos meios de produção pela eletricidade. Analogamente, a inteligência artificial está promo-vendo uma revolução no mercado de trabalho brasileiro, o que muitos entendem como uma ameaça. Entretanto, a população não deve temer o avanço das tecnolo-gias, mas se adaptar a elas, pois trarão benefícios significativos ao corpo social.

Nesse contexto, é notório que a introdução de um potente recurso causa inici-almente uma aversão, algo que deve ser substituido pela adaptação. Referente a isso, em seu livro “Eu, Robô”, Isaac Azimov narra a história de um homem que de-monstra repulsa em relação a uma I.A., o que é desconstruído com o tempo. Para-lelamente à ficção, é compreensível que muitos brasileiros possuam receio de per-der seus empregos frente às novas mudanças, porém, não há sentido engajar em uma “batalha” contra o progresso tecnológico, algo inevitável. Tal esforço deve ser direcionado à garantia de oportunidades de qualificação e aprendizado por parte do Estado. Dessa forma, a população terá visibilidade em um cenário que, segundo a McKinsey, será terá 800 milhões de empregos automatizados até 2030.

Ademais, a nova “era do sistemas de informação” proporcionará inúmeras vantagens à sociedade. Acerca disso, o filme “Interestellar”, do diretor Cristopher Nolan, é marcado pela constante utilização de robôs e tecnologias elaboradas como recurso em prol dos objetivos da humanidade. De modo equivalente, ferra-mentas como o ChatGPT e o Gemini potencializam o trabalho humano e propiciam a otimização exponencial de resultados em todas as áreas do trabalho, como engenharia, comunicação e até mesmo jurídica. Desse modo, as inteligências artificais devem se configurar fortes aliadas, com um mercado que deve chegar à 1,8 milhões de dólares até 2030, de acordo com a União Internacional do Trabalho.

Portanto, urge a necessidade de ação estatal. Logo, cabe ao Ministério da Edu-cação capacitar a população por meio da inclusão de disciplinas relativas às novas tecnologias em todos os níveis de educação. Tal medida deve contar com a prática focada em obtenção de resultados precisos por meio da instrução detalhada por cientistas da computação capacitados. Dessa forma, profissionais de diferentes áreas estarão preparados a uma realidade extremamente informatizada.