A ameaça do ChatGPT ao mercado de trabalho brasileiro

Enviada em 14/10/2024

Durante a Revolução Industrial, funcionários organizaram o movimento cartista, o qual tinha como objetivo impedir substituição de seu trabalho manual por máquinas. A ameaça continua válida nos dias atuais, visto que, com a Revolução Tecnológica, surgiram várias formas para otimizar e melhorar o rendimento empresarial, dentre elas está o ChatGPT. Este, permite realizar tarefas que simulam atitudes humanas. Porém, é imprescindível compreender os impactos gerados aos trabalhadores brasileiros pela adesão da ferramenta às empresas.

Sob essa perspectiva, é nítido que os principais entraves para a perduração do empecilho são os interesses empresariais. Isso acontece, pois, com o intuito de produzir de forma mais rápida e eficiente, donos de empresas trocam pessoas físicas pelo ChatGPT, porque, este, precisa apenas de um comando para efetuar a tarefa pedida. Com efeito, ocasiona o desemprego estrutural: da Geografia, ele está relacionado a mudanças na evolução tecnológica. Em outras palavras, a fim de atender a crescente demanda e reduzir custos - salariais, por exemplo - eles absorveram o novo recurso tecnológico, ocasionando, assim, mudanças não só na forma de trabalhar, mas também no quantitativo de pessoas sem trabalho.

Além disso, percebe-se que a carente participação populacional a respeito da substituição laboral humana pela ferramenta dá continuidade à problemática. Isso reflete o Niilismo reativo do filósofo Nietzsche, ou seja, o homem aceita de maneira pacífica as mudanças impostas na forma de trabalhar, sem buscar soluções, o que vai de encontro às mobilizações realizadas no século XVIII.

Depreende-se, portanto, a necessidade de resolvê-los. Para isso, o Ministério do Trabalho - órgão governamental que assegura os direitos trabalhistas - deve garantir que desempregados estejam preparados para este tipo de mudança por intermédio de políticas públicas voltadas para a qualificação laboral, objetivando diminuir seu número. Outrossim, cabe à população, detentora do poder de tomar decisões políticas, reinvindicar seus direitos por meio de mobilizações sociais, tais quais as realizadas no período de ascensão industrial, com o intuito de propor e exigir soluções para essa problemática e, com isso, extinguir os desafios gerados pela substituição de pessoas pelo ChatGPT.