A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 31/10/2023

O escritor inglês Thomas More, retrata em uma de suas obras um corpo social que padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o que se observa na atual sociedade é o oposto pregado pelo autor, uma vez que a arquitetura hostil tem o objetivo de impedir que moradores de rua façam uso de áreas, como praças públicas, pontos de ônibus, e até viadutos. Diante disso, se torna fundamental a discussão sobre o uso dessa arquitetura.

Torna-se fulcral pontuar que a arquitetura hostil deriva da baixa atuação governamental. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem estar da população. Entretanto, não é o que vêm ocorrendo em nosso Estado. Devido à falta de atuação das autoridades, o número de pessoas em situação de rua vem se agravando, e com isso fazendo com que eles se tornem mais presentes nas áreas, e como forma de afastá-los, fazem a utilização da arquitetura hostil.

Ademais, é necessário ressaltar a falta de assistência a essas pessoas como promotor do problema. De acordo com dados, a arquitetura hostil surge entorno dos anos 90. Partindo disso, entendemos que não é algo novo em nossa sociedade e o retardo da solução do empencilio, já que muitos contribuem para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o uso da arquitetura hostil, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de contas da união direcione capital que, por intermédio do governo, será revertido em assistência para pessoas em situação de rua, através de programas de reintegração social, ofertas de educação e emprego, construção de abrigos. Desse modo, o problema será atenuado a médio e longo prazo, e assim, alcançar o que foi pregado por Thomas More.