A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 27/10/2023
No curta-metragem “Onde eu moro”, é retratada a história da vida de pessoas que moram na rua e vivem uma realidade difícil. Fora das telas, a realidade de muitos brasileiros se assemelha à ficção, tendo em vista que a população sem casa aumentam a cada ano. Diante disso, o cumprimento de leis e a ampliação de ambientes propícios, são os mecanismos necessários para o combate da arquitetura hostil.
Em primeira análise, a garantia dos direitos é dever estatal, mas isso não tem sido estabelecido contribuindo com os mecanismos de exclusão social. Segundo a Constituição Federal, é direito do cidadão a segurança, o lazer e a moradia. Entretanto, esses beneficios não são formentados e milhares de pessoas sofrem com as consequências desses impasses, principalmente as que não possuem habitação, haja vista que há um crescimento da arquitetura hostil para assegurar a excludência de seres humanos nesses ambientes públicos. Com isso, é evidente a necessidade de ampliar o cumprimento de leis para o combate desses meios.
Outrossim, é a ausencia da ampliação de ambientes que proporcionem conforto para a sociedade. De acordo com Lara Caccia, especialista de desenvolvimento urbano, é necessário que haja um planejamento de espaços públicos com valores democráticos. Todavia, ambientes públicos e privados, têm organizados ambientes que repelem a sociedade, por isso, a criação de lugares que forneçam dormitórios e que auxiliem pessoas em circunstância de rua são fundamentais.
Portanto, o cumprimento de leis e a ampliação de ambientes propícios, são necessários para o combate da arquitetura hostil. Assim, o Poder Legislativo, que é incumbido de garantir as leis, deve criar um órgão de fiscalização e, por meio de arquitetos e advogados, fiscalizarem o cumprimento das normas brasileiras e desta forma proibirem as construções desfavoráveis para assegurar a comodidade dos habitantes. Também, o Governo, que é o responsável pelo bem-estar da sociedade, deve disponibilizar espaços públicos, como dormitórios e, por intermédio de parcerias com empresas, fornecer um ambiente seguro para as pessoas que estão em situação de rua combantendo a arquitetura hostil. Com essas medidas, obras excludentes serão desfeitas diferenciando o Brasil da obra “Onde eu moro”.