A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 27/10/2023

Carlos Drummond de Andrade, escreve em seu poema “Tinha uma pedra no meio do caminho”, em análogo literatura de Drummond, observam-se pedras no caminho de muitos brasileiros, inclusive no que se refere à arquitetura hostil, fator limitante de comportamentos sociais, e exacerbador da baixa qualidade de vida experienciada por diversos indivíduos desta nação.

Em primeira análise, se faz notório a limitação social imposta através desse tipo de arquitetura, na qual, por vezes, espaços públicos projetam construções com o objetivo de segregar grupos sociais, deliberando de forma indireta que pobreza seria refletor de violência, e utilizando desse argumento para construir espaços cercados de preconceito e exlusão, estigmatizando e excluindo pessoas passíveis de acolhimento.

Em segunda análise, tornam-se vísiveis as dificuldades apresentadas a sujeitos que se encontram em condição de maior vulnerabilidade financeira e social, estejam estes em situação de rua ou em comunidades marginalizadas. O agravamento ocorre em grande parte pelo pensamento elitista de parte da população, inclusive de alguns gestores, que por vezes propõem projetos de melhoria apenas para grupos já abastados de boas condições, e que outrora preenchem espaços, que deveriam ser públicos, de barreiras de diversos tipos.

Portanto, buscando diminuir a exclusão social a populações menos favorecidas, o Ministério da justiça deve fazer com que a Lei Padre Júlio Lancelotti se torne cada vez mais efetiva, aumentando a fiscalização dos espaços públicos, e visando garantir a não prática da aparofobia. Também, devem ser incentivadas a criação de ONGs, objetificando a elaboração de petições públicas que busquem minimizar e até mesmo anular essa problemática, e que além disso possam se tornar locais de acolhimento a grupos tão marcados pela lástima da exlusão.