A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 31/10/2023

Platão, filósofo grego, defendia a importância de o homem viver bem, ou seja, ele valorizava a qualidade de vida. Mais de dois mil anos depois, ter uma vida boa é um desafio para moradores de rua que têm que lidar com o problema da arquitetura hostil utilizada como mecanismo de exclusão social. Assim, cabe sondar como a negligência governamental e na falha coletiva corroboram esse infeliz revés.

Sob tal ponto, o filósofo contratualista Rousseau acreditava que o Estado deveria garantir o bem comum. Entretanto, tal conduta não é característica dos estadistas atuais, uma vez que eles não buscam oferecer felicidade para os moradores de rua, tomando medidas para combater a arquitetura hostil – como construir habitações públicas em bairros ricos, a fim aumentar o acesso de pobres nessas lugares. Dessa forma, enquanto os governantes não agirem, pessoas inferiores financeiramente continuarão a ter dificuldade de acessar locais coletivos.

Além disso, o individualismo é outro potencializador do empecilho. Nessa perspectiva, o ativista Martin Luther King defendia que o cidadão que não se posiciona contra as injustiças, contribui com elas. Sob tal entendimento, percebe-se que a denúncia de King pode ser feita à coletividade não empática hodierna, haja vista que ela não se manifesta contra a injusta arquitetura hostil, a qual exclui moradores de rua. Tal realidade pode ser exemplificada pela falta de debates sobre o assunto nas escolas pelos professores, que mobilizem a coletividade a votar em políticos que se importem com o direito de ir e vir. Consequentemente, há cidadãos que. Nessa lógica, essa causa precisa ser combatida