A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 27/10/2023

De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, “Nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar, pode esperar encontrar respostas para os problemas que às aflingem”. A partir dessa máxima, contextualiza-se a problemática de negligenciar a importância do combate à arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social. Sendo assim, torna-se indispensável analisar as consequências de privar essas pessoas de usar bens públicos e o desconforto para estes indivíduos.

Sob esse viés, com empecilhos em lugares públicos, os moradores de rua ficam cada vez mais deslocados. Com isso, de acordo com a Segunda Lei de Newton, “toda ação tem uma reação”. Em vista disso, ao colocar as barreiras urbanas, ocorre o constante deslocamento dessas indivíduos para outros lugares, causando uma adaptação a todo momento. Além, do sentimento de não pertencimento ao local, sendo que são áreas urbanas e todos possuem o direito de usufrui-los.

Ademais, as construções causam desconforto, tanto nas pessoas em situação de rua, quanto aos demais seres. No entanto, na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Visto isso, moradores de rua não possuem conforto no cotidiano, e os bancos de lugares públicos ajuda-os a terem melhores condições ou realizar outras atividades. Outrossim, estes dispositivos atrapalham a população que está a passeio, impedindo-os de passar por determinados lugares ou até mesmo se sentarem. Logo, ratifica-se a importância de debater sobre essas questões.

Dessa forma, de acordo com os argumentos supracitados, são necessárias formas para combater a arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social. Portanto, o Governo Federal, órgão de maior importância nacional, deve retirar essas construções hostis, por meio de projetos com parceria das prefeituras, a fim de garantir o direito de ocupação do espaço urbano. Além do mais, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, pode realizar campanhas, por meio de panfletos, para chamar essas pessoas em situação de rua para um abrigo. Dessa maneira, será possível reduzir significativamente esse cenário.