A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 03/11/2023

Na música ‘É pra rir ou pra chorar?’ do rapper e compositor Gabriel o pensador - muito conhecido por fazer músicas de protesto, nas quais evidencia algum ou vários problemas sociais- ele denuncia que o Brasil é um país elitista e discrimina- tório. A princípio, o cantor escreve sobre o tema desde 1992, quando iniciou sua carreira, mas o problema ainda é muito atual, já que a aqruitetura hostil ainda é usada como mecanismo de exclusão social.

Nesse contexto, a arquitetura hostil é apoiada por muitos cidadãos, justificando que ela reduz o índice de furtos, previne a marginalidade, evita presenças indesejá- veis e a “vadiagem”, trazendo a tona o questionameto, a quem pertence as cidades? Visto que os argumentos elencados são causados pela pobreza extrema da população. Ademais, segundo o site arquipelago sobre tal projeto “sugere que somos cidadãos apenas enquanto estamos a trabalhar ou consumir mercadorias diretamente”, portanto, gerando alguma movimentação monetária.

Não obstante, em 2021, houve uma implantação hostil, em São Paulo, que foi amplamente debatida e não teve participação direta da prefeitura, contando com a ajuda até de um padre local para a sua remoção, demonstrando a revolta da violência contra os moradores de rua. O padre anteriormente mencionado, Júlio Lancelotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua, defende que " tem um maior número proque mais gente perdeu o emprego, tem menos oportunidade de trabalho, há gente se movimentando pelo Brasil. É uma mobilização muito grande e essas pessoas não tem onde morar", sendo assim, não há como ter alguma ascenção social, com mais demissões e menos vagas, concordando com a música.

Mediante os fatos expostos, cabe ao Ministério de Desenvolvimento e Assistên- cia Social em conjunto com o Governo Federal, disponibilizar mais albergues e centros de acolhimento para pessoas em situação de rua, por meio de verbas dispolibilizadas pelo Governo Federal e a construção das casas de apoio, a fim de reduzir a quantidade de moradores de rua, dando a eles melhores qualidades de vida. Nos centros de acolhimento também devem ser oferecidos cursos para a reinserção no mercado de trabalho, garantindo que os residentes terão oportuni- dade de sair das ruas e oferecendo uma cidade mais acolhedora.