A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social

Enviada em 31/10/2023

Na obra “Utopia” do Filósofo Thomas More é evidenciado um esqueleto de sociedade perfeita, com ausência de conflitos. No entando, observa-se o contrário na sociedade contemporânea, uma vez que órgãos públicos promovem politicas que possam prejudicar o cidadão, especificamente moradores de rua. Visto isso, fica notório que o estado acaba prejudicando parte dos cidadãos ao invés de acolhe-los.

Em uma primeira análise, a falta de empatia do poder executivo com o cidadão brasileiro torna-se presente constantemente. Assim como quando foi aprovado pelo ex prefeito Bruno Covas projetos arquitetônicos com o intuito de expulsar moradores de ruas dos poucos locais que eles conseguem se manter seguros. Da forma como aconteceu em baixo de um viaduto na zona leste de São Paulo, onde foram colocados pedras para que andarilhos não pudessem descansar mais naquele local. Porém, o morador de rua ainda faz parte do social, mesmo que não estejam em situações adequadas no momento.

Em outra perspectiva, o filme “Em busca da felicidade” de Will Smith revela que grande parte de pessoas em situações de rua carecem de auxílios para a reconstrução de sua vida, quando no filme o Pai que está em situação de abandono com seu filho após perder suas economias em investimento em maquinhas de Raio-X passa quase todos os dias em busca de albergues para se abrigarem. Visto isso, a carta magna de 1988 garante o direito à moradia para qualquer cidadão brasileiro, independente de sua natureza. Ademais, o contrato está sendo quebrado quando se está investido contra a sociedade ao invés de estar sendo exercido serviços á ela.

Portanto, o Ministério público deve financiar monetariamente politicas para que o morador de rua volte aos padrões da sociedade, através do financiamento de projetos como albergues com acompanhamento de assistentes sociais, para identificar o problema de forma humanizada. Visto isso, visando o futuro o investimento ao morador de rua é positivo para o destino coletivo, pois, a cidade não precisara mais das construções hostis e o principal problema sera resolvido; a exclusão social.