A arquitetura hostil como mecanismo de exclusão social
Enviada em 28/10/2023
Segundo o filósofo renomado São Tomás de Aquino, em um governo democrático todos os cidadãos possuem os mesmos direitos e deveres, pois são iguais perante á lei. Infelizmente, o pensamento do filósofo se destoa da realidade do Brasil, já que em grandes centros urbanos há uma arquitetura hostil à fim de excluir um grupo da sociedade de ambientes públicos, aumentando ainda mais á estratificação social.
Diante desse cenário, é evidente que nas grandes metrópoles do Brasil encontram-se em maior incidência uma arquitetura hostil em monumentos públicos com a finalidade de excluir grupos socias vuneráveis desse lazer. Sob esse viés, segundo a teoria nazista, popularizada por Adolf Hitler no auge da segunda guerra mundial, a raça-ariana é a “raça meste”, superior a todas as outras, e quem não á pertence, não merece desfrutar de seus direitos sociais. Diante disso, tal teoria cruel evidência a situação de arquitetura hostil no Brasil, que tem como intuito de inibir o direito de lazer de cidadãos que encontram-se em vulnerabilidade social, pois com um monumento com pedras nas ruas ou divisórias em bancos públicos que impedem o cidadão de se deitar, enfatiza a prioridade de repelir moradores em situação de rua , tendo o mesmo princípio da teoria nazista que determina o merecimento do cidadão aos seus diretos civis de acordo com sua raça e condição.
Outrossim, é notório que esse tipo de política de separação aumenta a estratificação social. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil está entre os 5 países mais desigual do mundo. Neste sentido, evidencia-se que ambientes com arquitetura hostil são consequência dessa estrutura desigual, em que permitem somente quem tem o privilégio do capital tenha acesso ao lazer público, excluindo grupos de vulnerabilidade social desse privilégio, acarretando a estratificação de classes.
Portanto, é necessário medidas governamentais para resolver a problemática. Por conseguinte, cabe ao ministério da infraestrutura, por meio de um projeto de lei banir todo tipo de arquitetura hostil que impessa o acesso ao o local por grupos vuneráveis,e promover políticas públicas que visam uma arquitetura inclusiva. Com isso, espera-se a sociedade democrática defendida por São Tomás de Aquino.